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Pesquisa mostra que número de estúdios de desenvolvimento de games no Brasil aumentou 169%

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Pesquisa inédita da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) revela que Brasil tem mais de mil estúdios de desenvolvimento de games na atualidade. Os dados fazem parte da 1ª Pesquisa Nacional da Indústria de Games, realizada pela Abragames em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) e divulgado durante o BIG Festival.

Nos últimos quatro anos, o Brasil passou de 375 estúdios de desenvolvimento de games para 1.009, um aumento de 169% que reflete o excelente momento do setor no país.

“O estudo traz um mapeamento inédito da indústria brasileira de desenvolvimento de games e apresenta dados que colocam o país como um importante hub do setor na América Latina, além de um celeiro de talentos para o mercado global de jogos eletrônicos”, diz Rodrigo Terra, presidente da Abragames.

“O aumento significativo na quantidade de estúdios, de 2018 para 2022, tem muito a ver com o amadurecimento da nossa indústria e hoje temos quase 20% dessas empresas em atividade por um período entre 10 e 15 anos”, completou Rodrigo Terra.

Outro dado da pesquisa que chama a atenção é a distribuição geográfica dos estúdios por todo o Brasil. Apesar do ambiente de produção cada vez mais digitalizado e da presença de estúdios em todos as regiões do país, o Sudeste ainda concentra mais da metade dos desenvolvedores (57%), seguido do Sul (21%), Nordeste (14%), Centro-Oeste (6%) e Norte (3%).

Mercado Internacional

Com cada vez mais profissionais qualificados e conquistas expressivas no mercado internacional, já se esperava que muitos estúdios brasileiros revelassem negócios com empresas do exterior, mas o resultado foi acima do esperado, com 57% das desenvolvedoras tendo vendido seus serviços e jogos a empresas de outros países somente em 2021.

Indústria tecnológica

O alinhamento dos brasileiros com a indústria internacional também pode ser analisado sob o ponto de vista técnico. Atualmente, entre os estúdios nacionais, 83% da amostragem utiliza o motor gráfico Unity em seus projetos. Em segundo lugar, aparece a utilização da Unreal Engine, da Epic Games, com 23%, seguida de Blender Engine (13%), Construct (11%) e Game Market (7%).

Expectativas e potencial de crescimento

O presidente da Abragames acredita que, apesar dos desafios impostos pela pandemia e pela crise econômica dos últimos anos, a indústria brasileira de desenvolvimento de games segue em plena ebulição e constante evolução.

“Além dos números e fatos apresentados nessa pesquisa, nossas expectativas são ainda mais otimistas por fatores como a presença oficial no Brasil de diversas multinacionais da indústria e seus planos de incentivo ao desenvolvedor local, excelentes resultados dos nossos estúdios na área de desenvolvimento externo (XD) e até mesmo pelo crescimento do trabalho remoto, que fez com que muitos profissionais brasileiros passassem a trabalhar diretamente para empresas de outros países”, conclui Terra.

No setor privado, a Abragames espera uma intensificação das atividades, investimentos e publicações internacionais, além de um ganho de escala em oportunidades de negócios de áreas emergentes e um aumento ainda maior da relevância dos eventos brasileiros no cenário internacional. Já no setor público, é esperado um aumento quantitativo e qualitativo de ações que apoiem as empresas de acordo com sua localização, porte e foco.

“Esperamos também que a academia fortaleça os laços com ambos os setores, realizando ações conjuntas para que as atividades de ensino, pesquisa e extensão sejam mais sinérgicas e tenham cada vez mais impacto em nossa indústria”, conclui Terra.

Kátia Alves

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews) e Somos Mídia (@somosmidia). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura. Atualmente, também trabalha no site Conexão 085 (@conexao085oficial).

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