Quatro nomes do audiovisual do Ceará estão entre os indicados ao 25º Prêmio Grande Otelo, promovido pela Academia Brasileira de Cinema. O “Oscar” nacional reconheceu dois profissionais nascidos no Estado e, ainda, duas produções cearenses.
Estão na lista das indicações o longa “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense”, de Halder Gomes; o curta “Peixe Morto”, de João Fontenele; o ator Robério Diógenes, pelo trabalho em “O Agente Secreto”; e a diretora de arte Dayse Barreto, por “O Último Azul”.
A cerimônia de premiação será realizada no próximo dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, com transmissão pelo Youtube da Academia e também pelo Canal Brasil.
Considerada a mais importante premiação do audiovisual brasileiro, a edição de 2026 também marca o retorno das categorias Melhor Montagem Documentário e Melhor Longa-metragem Comédia. Ambas integram a votação dos sócios da Academia.
Além disso, algumas categorias também terão votação popular. Entre elas estão Melhor Longa-metragem Ficção, Melhor Longa-metragem Documentário e Melhor Longa-metragem Comédia.
“C.I.C – Central de Inteligência Cearense”, de Halder Gomes
Mais recente longa de Halder Gomes (de “Cine Holliúdy”), “C.I.C – Central de Inteligência Cearense” é um dos seis indicados à categoria de Melhor Longa-Metragem Comédia. A produção segue o Agente Karkará, vivido por Edmilson Filho, no combate ao crime organizado internacional. O filme disputa o prêmio com obras como “Sexa”, de Glória Pires, “Sonhar com os Leões”, protagonizado por Denise Fraga, e “Velhos Bandidos”, com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura.
“Peixe Morto”, de João Fontenele
O ator cearense João Fontenele está no filme “Peixe Morto” que foi indicado na categoria de Melhor Curta-Metragem Ficção. O trabalho saiu premiado do 35º Cine Ceará e também chegou ao Festival do Rio, além de outros eventos. O curta acompanha dois caminhoneiros que enfrentam um problema mecânico em uma estrada de terra e recebem ajuda de uma mulher misteriosa.
Robério Diógenes, por “O Agente Secreto”
Destaque de “O Agente Secreto”, o cearense de Parambu Robério Diógenes foi indicado a Melhor Ator Coadjuvante pelo trabalho como o delegado fora-da-lei Euclides, que cruza o caminho do protagonista interpretado por Wagner Moura. O papel levou o ator até o Oscar neste ano, ao lado da também cearense Geane Albuquerque e grande parte do elenco. A categoria tem oito indicados no total, incluindo Carlos Francisco e Gabriel Leone, também por “O Agente Secreto”.
Dayse Barreto, por “O Último Azul”
Nascida em Acopiara, a cearense Dayse Barreto teve o trabalho no premiado filme “O Último Azul” reconhecido na categoria Melhor Direção de Arte. O longa, de Gabriel Mascaro, venceu o Urso de Prata de Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim em 2025. A profissional, que já trabalhou com nomes como o coletivo Alumbramento e os diretores cearenses Karim Aïnouz, Déo Cardoso e Leonardo Mouramateus, concorre na categoria com os trabalhos de direção de arte de filmes como “Manas”, “Homem com H” e “O Agente Secreto”.
Fonte: Diário do Nordeste

