O Carnaval já chegou e a alegria ainda mais acentuada dos foliões já toma conta das ruas e festas. Para curtir o período mais esperado do ano com saúde, o dentista Mauro Macedo – Membro dos Imortais da Academia Brasileira de Odontologia – alerta para cuidados essenciais de prevenção ao HIV, doença sexualmente transmissível que merece total atenção. E antes que perguntem, Macedo avisa: “beijo no rosto ou na boca não transmite o HIV”.
O dentista esclarece que as formas de transmissão mais comuns do HIV são: sexo anal e vaginal; seringas compartilhadas; transfusão de sangue; amamentação materna ou através de instrumentos perfuro-cortantes.
“Também podemos acrescentar como meio de transmissão o sexo oral, principalmente se a cavidade oral do parceiro estiver com algumas patologias que são portas abertas para microbiotas como a periodontite”, alerta Macedo.
Ainda segundo Mauro Macedo, dentre as possíveis manifestações intra orais dos pacientes portadores do HIV, de acordo com a fase da doença, estão:
•Candidíase oral (uma das mais comuns nestes pacientes) – se caracteriza como uma pseudomembrana esbranquiçada ou amarelada. Pode ser o primeiro sinal da infecção nesses pacientes;
•Queilite angular – uma dobra no canto da boca sempre úmida;
•Periodontite e a gengivite ulcerativa necrosante (com odor fétido);
•Herpes simples e zoster (lesões por HPV);
•Leucoplasia pilosa oral (placa assintomática e branca na língua, não removível);
•Garganta inflamada;
•Úlceras mucocutâneas na mucosa oral;
•Aftas;
•Sarcoma de Kaposi – um tumor vascular que pode acometer a cavidade oral (lesões duras no palato).
Para pacientes com HIV, Mauro Macedo explica que a princípio todos os pacientes devem comunicar sua situação ao dentista para poderem receber os cuidados especiais. O especialista também informa que é quase que impossível contrair HIV no consultório odontológico.
“A rotina asséptica clínica nos equipamentos e instrumentais utilizados pelo dentista passa por processos rigorosos e com comprovação científica frente a eliminação de doenças ou quaisquer possíveis agentes infecciosos presentes entre pacientes”, afirma Macedo.

