A Prefeitura de Fortaleza realiza uma busca ativa das mulheres que ainda aguardam por uma mamografia na rede pública de saúde. A estratégia visa localizar as pacientes e encaminhá-las para a realização do exame, com a meta de zerar a fila, que atualmente reúne cerca de 371 mulheres.
Essa fila já foi bem maior. Entre 2020 e 2025, mais de 42 mil mulheres esperaram pela realização de mamografias na Capital. No mesmo período, mais de 5 mil casos de câncer de mama foram registrados em Fortaleza, conforme dados do Painel Oncologia, do Ministério da Saúde. O exame é uma das principais estratégias para a detecção precoce da doença, quando as chances de tratamento e cura são maiores.
As informações são da secretária de Saúde municipal, Riane Azevedo, e foram concedidas em uma entrevista ao Diário do Nordeste. “Fizemos uma análise numérica para ver como é que a gente poderia fazer esse atendimento nos diversos serviços que a gente tinha, praticamente duplicamos o número de aparelhos, de mamógrafos e inclusive mamógrafo mais moderno”, explica.
Além dos novos equipamentos, a Pasta passou a entrar em contato com as pacientes da lista por meio dos telefones disponibilizados por elas no cadastro. “Muitas respondiam e uma parte delas simplesmente não tínhamos nenhum contato, e a gente foi então também fazendo contato com os agentes comunitários para que eles localizassem essas pessoas na comunidade”, explica.
No entanto, algumas mulheres marcavam a mamografia, mas faltavam por algum compromisso de última hora e não conseguiam remarcar, segundo Azevedo. “Não é uma culpa total das pacientes porque às vezes ela não tem um telefone para avisar, ela não tem tempo de ir até o posto para avisar, mas a vaga fica ociosa”, situa.
O incômodo no momento da realização do exame é também uma razão que afasta algumas pacientes. “Às vezes elas não queriam fazer [a mamografia] porque quando você faz o exame, você faz aquele achatamento da mama e elas sentem dor. Então, têm uns aparelhos mais modernos que ele não precisa dessa compressão tão acentuada”, conta.
“Hoje, estamos utilizando algumas ferramentas como o próprio WhatsApp de fazer essa comunicação e interação onde a gente agenda, ela pode remarcar. E essa vaga que a gente consegue é realmente colocar outras pacientes de última hora, o que foi uma coisa muito boa, porque acabou que a gente conseguiu otimizar o máximo que a gente podia todas as salas de exames que a gente tem”, explica Azevedo.
A Pasta destaca que é fundamental que as mulheres procurem a unidade de saúde mais próxima e mantenham o cadastro atualizado, para garantir que sejam localizadas e possam realizar o exame.
Quem deve fazer mamografia
No ano passado, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica recomendando o rastreamento mamográfico populacional no Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres na faixa etária entre 50 e 74 anos, a cada dois anos. Anteriormente, a indicação recomendava o rastreamento até 69 anos.
A Pasta destaca que o SUS não restringe o acesso de mulheres com idade entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos — sem sinais ou sintomas suspeitos — que desejarem realizar a mamografia de rastreamento por demanda.
Contudo, essas pacientes devem ser orientadas para o exame por profissionais de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios da prática.
Veja onde fazer a mamografia em Fortaleza
- Hospital da Mulher;
- Policlínicas;
- Santa Casa de Misericórdia;
- GEEON – Grupo de Educação e Estudos Oncológicos (organização não-governamental);
- Instituto do Câncer do Ceará (ICC);
- Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará (IPCA)
- Hospital Geral de Fortaleza (HGF);
- Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar.
Fonte: Diário do Nordeste

