Home Saúde Fortaleza conta com nova tecnologia para o combate ao mosquito Aedes aegypti

Fortaleza conta com nova tecnologia para o combate ao mosquito Aedes aegypti

4 min read
0
0
27

A Prefeitura de Fortaleza está implantando uma nova tecnologia para o combate ao Aedes aegypti, as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). São 11.740 dispositivos que funcionam como armadilhas para controlar a circulação do vetor que transmite a dengue, zika e chikungunya.

As EDLs consistem em potes plásticos com água, para atrair o mosquito, recobertos com tecido preto com larvicida. Quando a fêmea pousa na superfície da estação, partículas do produto aderem às pernas e ao corpo, fazendo com que ela dissemine o larvicida ao voar e pousar em diferentes locais para depositar seus ovos. A tecnologia atua na alteração do ciclo de vida do mosquito, reduzindo a infestação.

A secretária municipal da Saúde, Riane Azevedo, ressalta que a medida integra o conjunto de ações planejadas para o período de maior incidência de casos. “A implantação das EDLs é mais uma estratégia inserida no Plano de Sazonalidade, fortalecendo o enfrentamento das arboviroses e ampliando a proteção da população de Fortaleza”, pontua.

As primeiras instalações das EDLs estão ocorrendo em Pontos Estratégicos (PEs), que são locais com maior potencial de criadouros do mosquito, como sucatas, oficinas, borracharias, canteiros de obras e imóveis com grande circulação.

O coordenador de Vigilância em Saúde, Josete Malheiro, destaca a importância da iniciativa para o enfrentamento das arboviroses. “A EDL é uma tecnologia estratégica que atua diretamente nos focos do mosquito, especialmente em áreas críticas. Com essa ferramenta, conseguimos ampliar o alcance das ações e tornar o controle mais eficiente”, afirma.

A instalação das EDLs é realizada exclusivamente pelos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), que também são responsáveis pelo monitoramento e manutenção dos dispositivos junto às comunidades. A iniciativa em Fortaleza é fruto de uma parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz.

Balanço

Dados de janeiro a abril (até 28 de abril) mostram redução nos casos de arboviroses em 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. A dengue apresentou queda nas notificações, de 2.151 para 1.175, e nas confirmações, de 108 para 44, sem registro de óbitos em ambos os anos. A chikungunya também apresentou redução, passando de 144 para 87 notificações e de 11 para 4 casos confirmados, sem óbitos. Já a zika não apresentou confirmações de casos e nem óbitos no mesmo período.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

BR-116 começa a ter iluminação modernizada com tecnologia LED em Fortaleza

Uma das demandas mais recorrentes da população de Fortaleza começou a ser atendida com o i…