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Especialista alerta para a importância de manter o cuidado do Setembro Amarelo durante todo o ano

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Com o encerramento de setembro, chega também ao fim o período de maior engajamento da campanha Setembro Amarelo, movimento voltado à conscientização e prevenção do suicídio. No entanto, especialistas em saúde mental chamam a atenção para um ponto importante: o cuidado com a mente, a escuta ativa e a busca por ajuda profissional precisam ultrapassar o calendário de conscientização e se tornar hábitos permanentes na sociedade.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas ansiosas do mundo e o líder em casos de depressão na América Latina. Diante desse cenário, a diminuição das discussões sobre saúde mental ao término do mês pode gerar um vácuo de acolhimento para quem precisa de apoio diário.

O psicólogo Víctor Costa explica que o valor do Setembro Amarelo está em acender o alerta e quebrar tabus historicamente associados ao sofrimento emocional, mas reforça que a prevenção real é contínua.

“O Setembro Amarelo cumpre um papel fundamental ao trazer à tona temas que muitas vezes são silenciados pela rotina e pelo estigma. Contudo, o sofrimento psíquico não tem data para acontecer. Quando a campanha acaba, as angústias, o estresse e a depressão continuam presentes na vida das pessoas. Por isso, os hábitos de autocuidado, a observação dos sinais no ambiente de trabalho ou em casa e a busca por apoio psicológico devem ser cultivados ao longo dos doze meses do ano”, destaca o especialista.

Para garantir a continuidade desse cuidado no dia a dia, é fundamental manter canais abertos de diálogo com amigos, familiares e colegas de trabalho, praticando uma escuta empática e sem julgamentos. Além disso, a atenção aos sinais silenciosos, como mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, oscilações extremas de humor e perda de interesse por atividades habituais, torna-se essencial na identificação precoce do sofrimento emocional.

Outro passo decisivo é a desmistificação da terapia, enxergando o acompanhamento psicológico como uma ferramenta de manutenção da saúde e prevenção, e não apenas como um recurso emergencial para momentos de crise aguda. Somado a isso, o estabelecimento de um equilíbrio na rotina, com momentos de descanso, atividade física e limites saudáveis entre a vida pessoal e profissional, ajuda a criar uma rede sólida de proteção emocional.

Para Víctor Costa, o grande desafio é transformar o pico de conscientização do mês em uma cultura permanente de prevenção e acolhimento nas empresas, escolas e núcleos familiares.

“A prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental se fazem no cotidiano, nas pequenas atitudes de escuta e na validação da dor do outro. Precisamos aprender a perguntar como alguém está e realmente nos importarmos com a resposta, independentemente da época do ano”, conclui o profissional.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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