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Endometriose e riscos cardiovasculares: A relação entre a doença e problemas no coração

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A endometriose, uma doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres, tem sido associada a um risco aumentado de problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. Estudos indicam que essa relação pode ser explicada por fatores inflamatórios e hormonais, já que a endometriose está ligada a um estado inflamatório sistêmico e a níveis elevados de estrogênio, fatores que podem impactar negativamente a saúde vascular.

Ulysses Vieira, cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Ceará (SBC-CE), explica que a inflamação crônica decorrente da endometriose pode levar ao desenvolvimento de placas nas artérias, aumentando a probabilidade de eventos cardiovasculares.

“Além disso, mulheres que convivem com a doença frequentemente apresentam níveis elevados de estresse oxidativo, – um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do corpo de neutralizá-los, – o que compromete a função endotelial e eleva ainda mais o risco de doenças cardíacas”, destaca.

Outro fator preocupante é o impacto da endometriose no estilo de vida. Muitas mulheres sofrem com dores intensas e fadiga, o que pode levar à redução da prática de atividades físicas e ao desenvolvimento de hábitos menos saudáveis, como alimentação inadequada e aumento do estresse emocional. Esses fatores contribuem para o crescimento do risco cardiovascular.

Além disso, o uso prolongado de alguns tratamentos hormonais para controle da endometriose pode influenciar negativamente a saúde do coração, aumentando a predisposição a problemas como hipertensão e disfunção endotelial.

Diante dessa realidade, é essencial que mulheres com endometriose sejam acompanhadas por profissionais de saúde que avaliem não apenas os sintomas da doença, mas também a saúde cardiovascular. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, prática regular de exercícios e controle do estresse, pode ajudar a minimizar os riscos.

A conscientização sobre essa relação é fundamental para que medidas preventivas sejam tomadas precocemente, garantindo mais qualidade de vida e reduzindo a incidência de complicações cardiovasculares entre as mulheres que convivem com a endometriose.

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