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Com jogos do Brasil à noite, bares e restaurantes estimam faturamento de R$ 2,42 bilhões

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Com a Seleção Brasileira em busca do sexto título, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o segmento vai faturar R$ 2,42 bilhões durante o torneio — um salto de 15,7% em relação ao Mundial de 2022. Isso porque os jogos brasileiros na primeira fase são nas noites de sábado (13), sexta (19) e quarta-feira (24) favorecendo que os torcedores assistam ao campeonato fora de casa, ao contrário de edições anteriores, quando os jogos aconteciam pela manhã ou à tarde.

Outro fator que pode ajudar nesse impulso da movimentação de dinheiro durante essa edição da Copa do Mundo é a melhora nos índices de empregabilidade e renda.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, comenta a sazonalidade da empolgação que toma conta de todo o País e leva as pessoas a viverem, juntas, a expectativa de uma conquista esportiva.

“Além da recuperação da renda em comparação ao pós-pandemia de 2022 e do mercado de trabalho aquecido, o calendário desta edição joga a favor do comércio. Os três primeiros jogos da Seleção Brasileira ocorrem fora do horário comercial, o que torna cada noite uma oportunidade para quem estiver disposto a receber a empolgação do torcedor em seu estabelecimento. Do mesmo modo que o Natal para o comércio e o carnaval para o turismo, a Copa do Mundo dá a chance, a cada quatro anos, de o empresário se planejar e aproveitar a movimentação extra”, afirma Tadros.

O “Prêmio Copa” e o otimismo com a Seleção

Para além do impacto direto dos jogos ao longo dos 90 minutos de bola rolando, está consolidado o chamado “prêmio Copa”: o volume de receitas dos estabelecimentos em anos de Mundial cresce, em média, 5,4% a mais no bimestre junho-julho do que em períodos equivalentes sem torneio. Esse fenômeno ocorre porque a competição atua como um catalisador de frequência e elevação do tíquete médio.

“Um eventual bom desempenho da Seleção Brasileira é um motor interessante para a economia local. À medida que o Brasil avança nas fases do Mundial, a tendência é de um aumento proporcional na movimentação de clientes, consolidando o setor de alimentação fora do domicílio como um dos grandes pilares de injeção de recursos no varejo durante o evento”, confirma o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

A resiliência frente ao crédito

Apesar de o cenário econômico apresentar juros elevados – o que historicamente desestimula a compra de bens duráveis, como televisores –, o setor de bares e restaurantes se mantém blindado.

Como explica Bentes, o perfil de consumo em comparação a outras Copas apresenta uma mudança causada pelo aperto monetário.

“O brasileiro, diante do crédito mais caro para o parcelamento de longo prazo, prioriza a experiência imediata de lazer, em vez da compra parcelada de uma televisão, item tradicional para a ocasião, por exemplo. O faturamento de R$ 2,42 bilhões no setor de alimentação comprova que a Copa de 2026 será marcada pelo consumo de proximidade e pela valorização da gastronomia como espaço de torcida”.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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