Com o avanço das redes sociais e o surgimento de novas tecnologias de automação, a proliferação de conteúdos enganosos tornou-se um dos principais obstáculos para a garantia de eleições transparentes.
Em resposta a esse cenário, instituições de Justiça em todo o país vêm reforçando mecanismos de monitoramento e checagem para proteger o direito do cidadão ao acesso a dados verídicos, sem comprometer a liberdade de expressão.
A urgência do debate é respaldada por dados do Aláfia Lab, centro de pesquisa independente sobre internet e sociedade. Segundo o levantamento feito com 1.512 entrevistados, 43% dos brasileiros afirmam que a política e o processo eleitoral lideram o volume de notícias falsas com as quais se deparam no cotidiano.
O grande desafio enfrentado pelos magistrados durante as campanhas é coibir a disseminação de fraudes sem incorrer em práticas de restrição ao debate público legítimo. Para o presidente da Associação Cearense de Magistrados (ACM), juiz Hercy Alencar, o enfrentamento às notícias falsas é fundamental para preservar a confiança da população no processo democrático.

