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Fortaleza vai receber bases de monitoramento e enfrentamento ao El Niño

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A Capital Cearense será uma das cidades do Nordeste a receber novas estruturas para monitorar e enfrentar os possíveis impactos do El Niño. Fortaleza terá uma Base Descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), que funcionará como apoio a outros estados durante situações de calamidade, e um Centro de Informação em Saúde e Clima (Cisc), voltado à coleta e análise de dados sobre eventos climáticos e seus efeitos na saúde.

As medidas foram apresentadas pelo Governo Federal na segunda-feira (24), durante uma reunião virtual com representantes de estados, municípios e entidades da região Nordeste. A estratégia inclui ações de segurança hídrica, monitoramento meteorológico, prevenção de incêndios e preparação da rede de saúde para períodos de calor extremo.

A capital cearense deverá receber duas estruturas vinculadas às ações de preparação para os impactos do fenômeno climático. Uma delas será a Base Descentralizada da Força Nacional do SUS. O equipamento deverá funcionar como um centro logístico para apoiar outros estados nordestinos em situações de emergência ou calamidade pública.

O Nordeste terá três bases desse tipo. Salvador, na Bahia, já conta com uma unidade em funcionamento, enquanto Fortaleza e Recife deverão receber as outras duas até o fim de 2026.

A proposta é ampliar a capacidade de resposta da rede de saúde diante de eventos extremos, especialmente aqueles associados ao calor intenso, à fumaça e a outros impactos provocados pelas condições climáticas.

Como vai funcionar o Centro de Informação em Saúde e Clima?

Fortaleza também será sede de um Centro de Informação em Saúde e Clima. O equipamento terá como uma de suas funções coletar e analisar informações relacionadas aos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde da população.

Segundo o plano apresentado pelo Governo Federal, os centros deverão acompanhar dados sobre ondas de calor, chuvas intensas, inundações, estiagens, secas, incêndios florestais e períodos de baixa umidade do ar.

Ao todo, oito cidades brasileiras deverão receber estruturas desse tipo. Fortaleza e Salvador serão as únicas representantes do Nordeste.

A Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza confirmou que a capital foi escolhida para receber um Cisc. Segundo a pasta, a iniciativa ainda está em fase de desenvolvimento e deverá contribuir para qualificar o monitoramento dos impactos das mudanças climáticas na saúde e subsidiar políticas públicas.

Ceará terá R$ 3,4 bilhões para segurança hídrica

Além das ações voltadas à saúde e ao monitoramento climático, o Ceará concentra uma parcela significativa dos investimentos federais previstos para obras de segurança hídrica no Nordeste.

Dos R$ 10,2 bilhões destinados pelo Novo PAC a obras desse tipo na região, aproximadamente R$ 3,4 bilhões serão aplicados no Ceará. O montante representa cerca de 30% do total.

Entre os projetos estão a conclusão da Barragem Fronteiras, do Cinturão das Águas e a duplicação do Eixão das Águas.

Segundo o Governo Federal, as obras relacionadas ao programa incluem 2,8 mil quilômetros de canais e adutoras, 2,2 milhões de metros cúbicos em novos reservatórios, 162 barragens em recuperação e 172 mil cisternas.

Quando a estrutura de Fortaleza começa a funcionar?

A Base Descentralizada da Força Nacional do SUS em Fortaleza deverá ser inaugurada até o fim de 2026, segundo o Governo Federal.

Já o Centro de Informação em Saúde e Clima ainda está em fase de desenvolvimento. A Secretaria Municipal da Saúde confirmou a escolha da cidade para receber a unidade, mas não informou uma data para o início das atividades.

El Niño: o que muda para Fortaleza?

A instalação das duas estruturas coloca Fortaleza em uma posição estratégica para o monitoramento dos impactos climáticos na saúde e para o atendimento de emergências que possam atingir outros estados do Nordeste.

O Centro de Informação em Saúde e Clima deverá produzir e analisar informações que podem ajudar na elaboração de políticas públicas. Já a Base Descentralizada do SUS terá uma função mais operacional, servindo como estrutura de apoio em situações de calamidade.

As iniciativas fazem parte de um conjunto de medidas preventivas apresentadas pelo Governo Federal diante da expectativa de maior recorrência de eventos relacionados ao El Niño nos próximos anos.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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