As tartarugas marinhas já estão na temporada de desova no litoral de Fortaleza. Para garantir uma boa desova, é necessário preservar os ninhos, suscetíveis aos eventos da natureza como chuva forte, ou a ação humana. A grande maioria das espécies de tartarugas marinhas correm risco de extinção.
Há ocorrência de ninhos em pontos com intensa movimentação de pessoas, como a Praia do Futuro e Sabiaguaba. Segundo o Instituto Verdeluz, entidade especializada no resgate e preservação dessas tartarugas, é possível identificar tais ninhos e tomar cuidados para garantir uma desova tranquila.
Um dos sinais mais fortes da presença de um ninho é o rastro da mãe tartaruga. Ele é similar à marca deixada por um trator na areia, o rastro revela o trajeto percorrido pela mãe tartaruga do mar até o local de desova. Já a cama, ou ninho, pode ser identificado pela presença do rastro e pela formação de um buraco “recém coberto” na areia.
Se houver muita sorte, é possível avistar uma tartaruga mãe durante a noite ou ao amanhecer. No entanto, é crucial manter uma distância segura e evitar perturbá-la, pois qualquer iluminação ou presença estranha irá assustá-la e fazê-la fugir sem desovar.
O próximo passo é isolar a área do ninho com o que achar (pedaços de madeiras e cordas). É essencial contactar ajuda especializada para lidar com os ovos, como o próprio Verdeluz (contato no fim do texto). Ao relatar a ocorrência, é importante fornecer uma foto do ninho e sua localização precisa, com algum ponto de referência.
“O trabalho que o Instituto Verdeluz faz só é possível porque tem moradores e turistas das praias que estão lá todo dia e nos avisam quando acham um ninho que não pudemos achar durante o monitoramento semanal”, afirma Alice Frota Feitosa, Bióloga e Coordenadora Geral do Programa Gtar-Verdeluz (Tartarugas do Futuro), do Instituto Verdeluz.
Fonte: O Otimista

