A taxa de desocupação no Ceará recuou de 7,3% no primeiro trimestre para 6,6% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE na última sexta-feira, dia 14 de agosto. No primeiro semestre, a taxa média ficou em 6,95%, abaixo dos 7,30% registrados no mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade também apresentou redução. No segundo trimestre, 48,7% dos trabalhadores ocupados estavam na informalidade, o equivalente a 1,781 milhão de pessoas. O índice ficou abaixo de 50% pela primeira vez na série histórica da Pnad Contínua no Estado. No primeiro semestre, a média foi de 49,05%, ante 51,84% no mesmo período de 2025.
Entre as 27 unidades da Federação, 11 apresentaram taxas inferiores à média brasileira. Santa Catarina registrou o menor índice, com 2,1%, seguido por Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%).
No Nordeste, o Ceará ficou abaixo de estados como Maranhão (6%), Pará (6,2%), Alagoas (7,9%), Piauí (8,3%), Pernambuco (8,3%) e Bahia (9,1%). A menor taxa da região foi registrada na Paraíba, com 5,4%.
Apesar de permanecer acima da média nacional, o desemprego recuou no Brasil. A taxa passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo, segundo o IBGE.
De acordo com analistas que avaliaram a pesquisa, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, atividade econômica e escolaridade da população.

