Home Saúde Calázio: inflamação das pálpebras tem baixa prevalência, mas exige atenção clínica

Calázio: inflamação das pálpebras tem baixa prevalência, mas exige atenção clínica

4 min read
0
0
329

O calázio é uma inflamação provocada pelo entupimento das glândulas de Meibômio, localizadas nas pálpebras. Ao contrário do terçol, que é infeccioso e doloroso, o calázio tende a ser indolor e persistente, podendo causar incômodo estético ou interferir na visão, dependendo do tamanho e da localização.

Segundo a oftalmologista Dra. Wanessa Carneiro, o problema ocorre quando o canal de drenagem da glândula sebácea é obstruído, o que leva ao acúmulo de secreção oleosa. “Esse material retido gera uma reação inflamatória crônica, formando um nódulo que pode durar semanas ou até meses se não tratado corretamente”, explica a médica.

Os sintomas mais comuns incluem inchaço localizado na pálpebra, sensação de peso nos olhos e, em casos mais avançados, turvação da visão. Embora muitas vezes desapareça espontaneamente, o calázio pode requerer intervenção médica, principalmente quando há recorrência ou prejuízo à função visual.

O tratamento inicial costuma envolver compressas mornas aplicadas várias vezes ao dia, com o objetivo de facilitar a drenagem da secreção. “Se o quadro não evolui com as medidas corretas, pode ser necessário o uso de medicamentos anti-inflamatórios ou, em último caso, uma pequena cirurgia para remoção do nódulo”, afirma Dra. Wanessa.

A especialista também destaca a importância da higiene adequada da região ocular, especialmente em pessoas com blefarite ou pele oleosa, condições que aumentam o risco de desenvolvimento do calázio. “Evitar o uso compartilhado de maquiagem, remover totalmente os produtos dos olhos e manter as pálpebras limpas são cuidados simples que fazem diferença”, orienta.

Em síntese, o calázio apresenta baixa frequência na população, com prevalência entre 0,5% e 1,5% a 0,6%, mas pode evoluir para complicações estéticas ou visuais se não tratado. A recomendação é procurar um oftalmologista em caso de persistência por mais de quatro a seis semanas, recidiva ou interferência na visão.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Dor de cabeça no fim do dia pode estar vindo dos olhos? Saiba quando investigar a visão

Depois de horas no computador é comum sentir peso ao redor dos olhos, visão embaçada e dif…