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Voa Brasil aumenta a acessibilidade e a competitividade do turismo nacional

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O programa ‘Voa Brasil’, anunciado em 09 de janeiro de 2024, pelo Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, é uma iniciativa do Governo que já vinha sendo discutida desde março de 2023 e cujo escopo consiste em beneficiar determinado grupo específico de brasileiros, neste caso, os aposentados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) com renda de até dois salários-mínimos e estudantes bolsistas do ProUni, que se enquadrem na categoria de ‘baixa renda’.

Em linhas gerais, o programa garantirá a um contingente de aproximadamente 21,4 milhões de brasileiros que não tenham viajado de avião nos últimos 12 meses, o acesso a passagens aéreas – por trecho – com preço reduzido (inferior a R$ 200,00). Estima-se que por meio deste programa, que está previsto para começar até a primeira quinzena de fevereiro, além do fomento ao setor do turismo no Brasil, o mercado de aviação circule de 2,5 milhões a 3 milhões de reais.

Os interessados devem ficar atentos, porque a compra deverá ser feita somente no site do programa Voa Brasil que o Governo vai criar e não nas companhias aéreas ou buscadores de passagens. Além disso, o acesso ao Programa é condicionado ao cadastro na plataforma GOV.BR.

Este programa surge em um contexto em que o setor passa por um momento delicado no Brasil, especialmente em razão da alta judicialização envolvendo o transporte aéreo de passageiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Direito Aeronáutico (IBAER), 98,5% das ações judiciais no mundo contra empresas aéreas tramitam no Brasil. Essa litigância excessiva não apenas prejudica o setor da aviação civil, mas também, desestimula a entrada de novos concorrentes ou o desenvolvimento de novos produtos.

Considerando as demais intenções do governo, como, por exemplo, a batalha pela redução do preço do querosene de aviação e o esforço para diminuir, significativamente, os processos judiciais entre companhias aéreas e passageiros, a criação deste programa reforça que o governo vem se movimentando para criar medidas essenciais para tornar o setor mais acessível e eficiente para o público em geral.

Essas ações indicam uma tendência a fortalecer a indústria da aviação e do turismo doméstico no Brasil, tornando-os mais competitivos e sustentáveis, gerando benefícios tanto para os consumidores quanto para as empresas que atuam nesse setor – agências de turismo, meios de hospedagem, locadoras de automóveis, alimentação, entretenimento, dentre outras.

Vemos com otimismo as perspectivas que essas medidas podem trazer para a dinâmica do mercado aéreo doméstico que, de acordo com dados do Governo, registrou mais 60 milhões de pessoas voando pelo país em 2023, quase 13% a mais do que em 2022. Sem dúvida, iniciativas como essas estimulam a acessibilidade, a mobilidade e o desenvolvimento econômico sustentável do setor de turismo nacional.

Por Bruno Cação Ribeiro e Laura Morganti – Advogados

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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