A Universidade Federal do Ceará (UFC) promove, nesta segunda-feira, dia 8 de junho, a partir das 9 horas, no auditório da Reitoria, no Benfica, o lançamento oficial do projeto de extensão “Arretadas em Rede – livres de misoginia”.
Com transmissão ao vivo pelo YouTube, a iniciativa marca o início de um ciclo de ações voltadas ao fortalecimento da liderança feminina, à promoção dos direitos das mulheres, à participação política e à segurança digital.
A programação é gratuita e aberta ao público. O evento contará com palestras da advogada e ativista Martír Silva e da professora e blogueira feminista Lola Aronovich.
As convidadas vão abordar os desafios atuais no enfrentamento à misoginia estrutural e destacar a importância da articulação coletiva na defesa dos direitos das mulheres.
O projeto busca ampliar o acesso à informação, à formação cidadã e a estratégias de enfrentamento à violência de gênero, especialmente em ambientes virtuais.
Formação feminina
A coordenação da iniciativa reúne as professoras Priscila Aquino, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFC; Glícia Pontes, do curso de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda da UFC; e Elaene Rodrigues, do curso de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB).
Com vigência até dezembro de 2026, a ação estrutura uma rede permanente de capacitação e apoio social. A parceria envolve a UFC, a Fundação Cetrede, a UnB e o Ministério das Mulheres, com recursos provenientes de emenda parlamentar da deputada federal Luizianne Lins.
Além do debate aberto ao público, o projeto prevê formações presenciais distribuídas em quatro módulos temáticos, voltados ao desenvolvimento de competências e ao fortalecimento da atuação feminina em diferentes espaços sociais.

Segurança digital
Os conteúdos abordarão os temas Feminismo e a Violência Política Interseccional, Misoginia Digital Interseccional, Comunicação Feminista e Autodefesa Digital Feminista. O objetivo é oferecer ferramentas práticas para proteção contra ataques virtuais, discursos de ódio e vazamento de informações pessoais.
A proposta também busca associar segurança tecnológica ao exercício da cidadania e ao fortalecimento das comunidades e instituições nas quais as participantes atuam.
O público prioritário inclui lideranças comunitárias, estudantes universitárias, servidoras da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP), mulheres privadas de liberdade e assessoras parlamentares. Apesar do foco nesses grupos, a participação estará aberta à população em geral.
Rede de apoio
As atividades ocorrerão em formato híbrido. Na primeira etapa, a expectativa é atender cerca de 200 participantes entre as modalidades presencial e remota, com posterior disponibilização do conteúdo para a comunidade.
“O projeto visa formar essas mulheres para que elas consigam identificar os casos de ódio, combater e se articular, enquanto rede feminina de combate à misoginia, principalmente nas redes sociais. Por isso, a iniciativa é extremamente relevante para a nossa sociedade, ainda mais tendo em vista os casos de feminicídio e misoginia que temos acompanhado nas mídias”, afirmou a professora Priscila Aquino.
Mais informações sobre a iniciativa podem ser obtidas pelo e-mail arretadas_emrede@ufc.br.

