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Tarefas simples do dia a dia ajudam a manter autonomia e qualidade de vida dos idosos

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Varrer a casa, cuidar das plantas, cozinhar ou fazer artesanato são atividades que podem contribuir significativamente para as saúdes física e mental dos idosos. Além de manter o corpo em movimento, essas tarefas ajudam a preservar a autonomia, estimulam a cognição e costumam auxiliar na prevenção da sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento.

A importância desses hábitos torna-se ainda mais evidente diante do aumento da expectativa de vida da população brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que os brasileiros vivem, em média, cerca de 77 anos. Entre as mulheres, a expectativa se aproxima dos 80 anos. Em relação aos homens, aproximadamente 73 anos.

Nesse cenário, cresce o número de idosos que buscam um envelhecimento mais ativo. No entanto, segundo especialistas, não é necessário praticar esportes regularmente para colher benefícios. Atividades cotidianas e movimentos simples já representam um importante estímulo para a manutenção das capacidades físicas e cognitivas.

De acordo com Andréa Cruz, terapeuta ocupacional e docente do curso de Terapia Ocupacional do UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Juazeiro do Norte, o mais importante é o idoso permanecer ativo e inserido em uma rotina que favoreça sua independência. “Muitas pessoas consideram essas atividades simples, mas elas exigem coordenação motora, planejamento e atenção. Estar ativo é fundamental para preservar a autonomia e estimular as funções cognitivas ao longo do envelhecimento”, explica.

Além de atividades como pintura, artesanato e jardinagem, a especialista destaca a importância do fortalecimento muscular, especialmente dos membros inferiores e da região do tronco, fundamentais para a estabilidade corporal e a realização das tarefas diárias. Afinal, as quedas estão entre os principais problemas de saúde enfrentados pela população idosa e podem causar consequências graves. Por exemplo, fraturas e perda da independência funcional.

Segundo Andréa, mesmo idosos com limitações físicas, que utilizam cadeira de rodas ou permanecem acamados, podem se beneficiar de práticas adaptadas à sua realidade. Nesses casos, o trabalho do terapeuta ocupacional é fundamental para identificar habilidades preservadas e propor atividades capazes de estimular a autonomia e a autoestima.

Entre as estratégias mais utilizadas estão exercícios com bolas terapêuticas, atividades manuais, pintura, massagens e outras práticas que incentivam a participação ativa do paciente em sua rotina. “Cada pessoa possui necessidades específicas. Antes de qualquer intervenção, é preciso compreender a condição de saúde, as limitações e as potencialidades daquele indivíduo. O objetivo é mostrar como o movimento pode contribuir para recuperar funções, fortalecer capacidades e proporcionar mais qualidade de vida”, afirma.

Para a terapeuta ocupacional, envelhecer de forma saudável não depende apenas de grandes mudanças de hábito. Pequenas ações realizadas diariamente podem fazer a diferença na preservação da independência, da autoestima e do bem-estar ao longo dos anos.

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