Home Saúde Substância encontrada no Ceará mostra potencial contra câncer de próstata e ovário

Substância encontrada no Ceará mostra potencial contra câncer de próstata e ovário

3 min read
0
0
182

Uma substância produzida por bactérias que vivem sobre animais marinhos pode vir a ser uma nova aliada no combate ao câncer de próstata e de ovário. É o que mostrou um estudo recém-publicado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de São Paulo (USP), que recolheram animais invertebrados nas praias da Taíba e Paracuru, no litoral do Ceará, para coletar as bactérias e isolar a substância. A atividade anticâncer observada foi superior à de agentes quimioterápicos convencionais, podendo indicar um possível novo fármaco.

Trata-se da piericidina A1, um produto natural produzido pelas bactérias do gênero Streptomyces. No estudo, bactérias deste gênero foram encontradas sobre zoantídeos do gênero Palythoa, parentes próximos dos corais e anêmonas. A substância é estudada desde a década de 70, e conhecida por apresentar atividades biológicas antibiótica e anticâncer.

Substância encontrada no Ceará mostra potencial contra câncer de próstata e ovário
Foto: Divulgação

Na pesquisa publicada, os cientistas testaram sua ação citotóxica, ou seja, sua capacidade de causar a morte celular, em diversos tipos de câncer, e encontraram resultados positivos: a piericidina A1 causou a morte de células de câncer de próstata e ovário, além de algumas linhagens de câncer de intestino e tumores cerebrais. Os resultados foram obtidos mesmo quando aplicada em concentrações extremamente baixas – atingindo o chamado nível picomolar, que é mil vezes menor do que nanomolar –, o que indica uma altíssima potência.

Os próximos passos para a confirmação da piericidina A1 como aliada no tratamento do câncer incluem a avaliação do seu desempenho em combinação com quimioterápicos já utilizados, bem como testes de segurança e seletividade. Estes testes são necessários para assegurar se a substância é eficaz contra as células doentes sem que cause danos graves às células saudáveis.

O estudo é tema de matéria da Agência UFC, veículo de divulgação científica da Universidade. O material completo explica como foi o processo de pesquisa e detalha seus achados.

 

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Eleições 2026: saiba como consultar o seu local de votação

Quem vai votar neste segundo turno das eleições precisa ficar atento às mudanças em locais…