Home Economia Setor de frutas frescas do Ceará deve produzir quase 2 milhões de toneladas em 2025

Setor de frutas frescas do Ceará deve produzir quase 2 milhões de toneladas em 2025

6 min read
0
0
1,754

O setor de frutas frescas no Ceará vive um momento de crescimento expressivo, impulsionado pelo fortalecimento das agroindústrias e pela organização de pequenos produtores. Em 2025, a previsão é que o estado alcance a marca de quase 2 milhões de toneladas produzidas, com destaque para frutas como acerola, caju, manga e goiaba.

Muitas dessas frutas são destinadas ao processamento em forma de polpas, que abastecem escolas, supermercados e programas de alimentação em todo o país. “Aqui, a acerola, caju e outras frutas são transformadas em polpas prontas para chegar à mesa de famílias, escolas e supermercados”, explica Eliamara Evangelista, engenheira de Alimentos.

Nas fábricas, o trabalho começa cedo. O ambiente é marcado pelo som das máquinas e pela movimentação constante de trabalhadores que lavam, organizam e processam a matéria-prima que chega de vários municípios nordestinos. O cuidado com a qualidade e segurança alimentar é rigoroso.

“Uma qualificação de fornecedor mesmo, bem rigorosa. E todo o processo é controlado: temperatura, análise microbiológica, análise sensorial, controle de rastreabilidade, tanto na linha de produção quanto no produto final, até a entrega no cliente”, detalha Eliamara.

Com 35 anos de atuação no setor, a empresária Patrícia Ribeiro destaca o papel social da indústria na comunidade. “Somos literalmente uma empresa familiar. Estamos há 35 anos no mercado e a gente procura trazer esse sentimento da família pra dentro da empresa. São colaboradores que a gente quer, nosso time, eu gosto de chamar que é nosso time. A gente também preza a comunidade, as pessoas perto da gente. Fazemos com que essas famílias tenham o sustento delas. E o que a gente pode fazer, a gente ajuda, a gente fica perto delas. Hoje a gente vê alguns que já compraram carro, alguns que já mudaram de vida, e a gente fica muito feliz por fazer parte dessa vida deles.”

O avanço da produção tem o suporte técnico e regulatório da Ematerce, em parceria com o Ministério da Agricultura, que desde 2021 já certificou cerca de 30 pequenas agroindústrias familiares. A técnica em Alimentos da Ematerce, Paloma Lima, explica o processo: “Nós visitamos o produtor, vemos a necessidade, muitas vezes em questão estrutural. Então temos um engenheiro civil que vai lá e faz toda a elaboração das plantas baixas, fazem a estruturação. Muitas vezes eles têm um local que não é tão adequado, então a gente faz uma adequação daquela estrutura. E aí eles podem reformular. Utilizamos também os créditos para que eles tenham uma fonte para que passem essa estruturação. E após fazer a estruturação, a gente submete o processo para que eles solicitem esse selo.”

Além da produção tradicional de polpas, o setor também tem investido em inovação para ampliar o mercado e diversificar os produtos. Sucos prontos e envasados já são realidade em algumas agroindústrias, com foco na praticidade e no consumidor final. “A gente todo dia está estudando produto, todo dia está tentando inventar alguma coisa”, diz Patrícia Ribeiro, mostrando que a criatividade também é um diferencial do segmento.

No Ceará, a indústria de polpas de frutas representa mais do que geração de emprego e renda: é um exemplo de como a combinação entre tecnologia, organização e apoio técnico pode transformar a produção rural em oportunidades reais de desenvolvimento econômico e social. Com o apoio de políticas públicas e o engajamento dos produtores, o estado se consolida como uma referência no setor de alimentos processados.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Economia
Comentários estão fechados.

Verifique também

Bell Marques volta a Fortaleza com a Corrida 100% Você

Fortaleza recebe no dia 25 de março mais uma edição da Corrida 100% Você, evento idealizad…