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Setembro verde conscientiza para a sensibilização da doação de órgão e tecido

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Setembro também ganha destaque por ser o mês da conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos para transplantes, conhecido como Setembro Verde. O objetivo da campanha é minimizar os mitos que envolvem o tema.

Dados de março de 2023 da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que a fila de espera passou de 50 mil pessoas. Desses, a fila de espera no Ceará, com pacientes ativos, foi de 1.197. Entre os mais esperados, o transplante de rim e de córnea ocupam os dois primeiros lugares.

Transplante de córnea

Nos últimos cinco anos, a fila de espera para transplante de córnea dobrou no Brasil. De acordo com Giuliano Veras, médico oftalmologista e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o volume de procedimentos ainda não retomou aos níveis pré-pandêmicos.

Sobre o tempo de espera, o médico explica que, entre os estados, o Ceará é o estado que tem menor tempo de espera para a realização do transplante de córnea no Brasil. “Em média, o paciente deve esperar 1,2 mês para realizar a operação”. Entre 2012 e 2022, o Nordeste aparece como o segundo onde as cirurgias estão concentradas, com 25%, ficando atrás apenas da região Sudeste, com um total de 45%.

Perfil

Entre o perfil, o volume de transplantes no Brasil é dividido ao meio entre homens e mulheres . Porém, nas regiões geográficas, essa proporcionalidade muda. Os homens são maioria entre os beneficiados no Nordeste. Apenas no Sudeste, a população feminina apresenta percentual ligeiramente maior.

Outro ponto é a faixa etária. As intervenções são mais significativas nas  faixas etárias de 40 a 69 anos (39,2%) e de 20 a 39 anos (27%). Outros grupos também são favorecidos, como idosos com mais de 70 anos e crianças e adolescentes.

Informação  

Após os anos de pandemia, as famílias ainda resistem em aceitar a doação de órgãos. Durante o período a recusa era de 39% e agora passou para 49%. Alguns fatores que contribuem para isso são: incompreensão do diagnóstico de ME; desconfiança no processo de órgãos; dispenso familiar; problemas no atendimento antes e durante a internação; desconhecimento da vontade do doador e da impossibilidade de conhecer o receptor; questões religiosas assistenciais e logística-estrutural, como por exemplo, o tempo de realização de todo o processo.

“Por conta de tudo isso, é de suma importância se informar e entender os processos para a elaboração de estratégias para melhorar os processos de trabalho, diminuir as recusas e consequentemente, diminuir a fila de espera por um transplante”, finaliza Veras.

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