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Saúde da mulher: Abril Roxo alerta para os cuidados e prevenção da adenomiose uteriana

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Mais conhecida, a endometriose é uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial (que recobre a parte interna do útero, responsável pela menstruação) fora do útero. Quando esse tecido cresce no miométrio (camada muscular intermediária da parede uterina), ocorre a adenomiose, doença que pode impactar em vários aspectos a vida da mulher, especialmente na fertilidade.

Uma em cada dez mulheres no mundo, em idade reprodutiva, podem sofrer com essa doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que, somente no Brasil, 150.000 casos sejam registrados anualmente. Não existe uma causa específica bem estabelecida, mas se sabe a influência genética e epigenética associada.

Apesar de as vezes não apresentar sintomas, a doença costuma causar sangramento uterino anormal e provocar dores muito fortes. Essa é uma das principais causas de sangramento anormal e faz parte das doenças que devem ser investigadas quando isso acontece.

A médica e diretora técnica da Clínica Salvata, Kathiane Lustosa, afirma que os sintomas mais frequentes da adenomiose são menstruação abundante e forte dor pélvica, principalmente, durante o ciclo menstrual.

“Outros sinais menos frequentes são sangramento fora do período menstrual, dor durante a relação sexual, cólicas menstruais fortes, útero aumentado e dolorido”, complementa a médica. Mas os sintomas costumam melhorar ou até mesmo desaparecer após a menopausa, quando os níveis de estrogênio da mulher diminuem naturalmente.

Tanto a endometriose quanto a adenomiose podem ocorrer em qualquer fase da vida reprodutiva da mulher, da adolescência até a perimenopausa, mas como existe ainda um atraso diagnóstico de 7 – 10 anos, frequentemente ela é identificada em mulheres na faixa etária dos 30 e 40 anos.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame clínico, ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética ou histeroscopia. Se necessário, o médico ainda pode solicitar uma biópsia endometrial para descartar outras doenças que causam sangramento.

Caso a paciente esteja assintomática, não tenha interesse em engravidar e esteja perto da menopausa, não é necessário tratar. Já para aquelas que sofrem com os sintomas, o tratamento, na maioria dos casos, é realizado com anti-inflamatórios, hormônios ou cirurgia.

“Não existe uma regra, cada paciente precisa ser avaliada, levantando-se em conta seu histórico médico, gravidade dos sintomas e expectativas reprodutivas”, enfatiza a Dra. Kathiane Lustosa. “A cura definitiva seria a histerectomia (remoção do útero), mas neste caso vários fatores precisam ser considerados, principalmente a idade da paciente, a dor que ela sente e se ainda tem interesse em ter filhos”, explica a médica.

 

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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