Home Saúde Saúde bucal avança na infância, mas perda de dentes ainda desafia idosos no Ceará

Saúde bucal avança na infância, mas perda de dentes ainda desafia idosos no Ceará

6 min read
0
0
36

O Brasil tem avançado na prevenção de problemas bucais entre as crianças, mas a perda de dentes ainda representa um desafio importante entre a população idosa. O contraste aparece nos dados do levantamento epidemiológico SB Brasil, utilizado como referência para acompanhar as condições de saúde bucal da população. O cenário ganha destaque em 25 de outubro, Dia Nacional da Saúde Bucal, data instituída pela Lei nº 10.498/2002.

Entre as crianças brasileiras de 5 anos, 53,17% estão livres de cárie na dentição de leite, segundo o levantamento. Já entre os idosos de 65 a 74 anos, o índice de dentes cariados, perdidos e obturados (CPO-D) permanece elevado. No Ceará, a média fica na faixa de 24 a 27 dentes afetados por pessoa, com mais de 90% desse resultado relacionado a dentes perdidos.

O cenário mostra como problemas que começam décadas antes podem repercutir na terceira idade. Para o cirurgião-dentista Dr. Davi Cunha, especialista em Implantodontia e Estética Oral, a perda dentária não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento.

“Perder os dentes não é uma consequência natural de envelhecer. Na maioria dos casos, existe um histórico de cáries, doenças gengivais e ausência de acompanhamento odontológico adequado. Quando a perda acontece, o impacto vai muito além da estética: interfere na mastigação, na fala, na alimentação e na autoestima”, explica.

Reabilitação acompanha avanço da odontologia digital

Para pacientes que já apresentam perdas dentárias, a evolução das técnicas de reabilitação oral ampliou as possibilidades de tratamento. Recursos como scanners intraorais, tomografias computadorizadas e planejamento digital permitem que profissionais tenham maior previsibilidade na avaliação e na execução de procedimentos de implantodontia e prótese.

Segundo Dr. Davi Cunha, o uso dessas ferramentas também modificou a experiência do paciente.

“Hoje conseguimos planejar digitalmente boa parte do tratamento antes mesmo de iniciar o procedimento. Isso permite avaliar estruturas anatômicas, definir o posicionamento dos implantes e prever a reabilitação protética com mais precisão. O planejamento adequado contribui para procedimentos mais seguros e individualizados”, afirma.

No Ceará, a assistência odontológica também conta com uma rede pública de atendimento especializado, que inclui Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPDs), ampliando o acesso da população a procedimentos que vão além da atenção odontológica básica.

Prevenção começa na infância

Para o especialista, o principal caminho para reduzir a necessidade de tratamentos complexos no futuro continua sendo a prevenção. A manutenção dos dentes naturais ao longo da vida depende de hábitos construídos desde os primeiros anos e do acompanhamento profissional regular.

Entre os principais cuidados estão:

  • Higiene diária: escovação adequada com creme dental fluoretado e uso regular do fio dental;

  • Acompanhamento odontológico: consultas periódicas para identificar cáries, doenças gengivais e outras alterações ainda nos estágios iniciais;

  • Atenção aos sinais: sangramento gengival, dor, sensibilidade, mobilidade dos dentes e alterações na boca devem ser avaliados por um cirurgião-dentista.

“A melhor reabilitação ainda é aquela que conseguimos evitar por meio da prevenção. Quanto mais cedo os problemas forem identificados, maiores são as chances de preservar os dentes naturais e chegar à terceira idade com uma saúde bucal adequada”, ressalta Dr. Davi.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Brasil deve ultrapassar Itália e Rússia e chegar à 8ª posição entre economias em 2027

O Brasil deverá ocupar a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, ultra…