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Rapadura de quase 24 toneladas feita no Ceará é eleita a maior do Brasil

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Uma rapadura produzida em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi eleita a maior do Brasil. Com 23.950 quilos, o doce conquistou o recorde nacional e superou a marca anterior, que pertencia ao município cearense de Pindoretama, com uma produção de 18.660 quilos registrada em 2025.

O reconhecimento foi concedido na última sexta-feira, 30 de outubro, pelo RankBrasil, plataforma especializada no registro de recordes brasileiros. A rapadura foi produzida no Engenho Tradição, em Cascavel, e chama atenção não apenas pelo tamanho, mas também pela quantidade de matéria-prima e pelo tempo necessário para concluir o trabalho.

Para chegar ao resultado, foram utilizadas aproximadamente 200 toneladas de cana-de-açúcar. Segundo a empresária Socorro Pereira, proprietária do engenho, a rapadura levou cerca de cinco meses para ser produzida e contou com o trabalho de 20 funcionários, que se revezaram na feitura do doce.

Recorde foi atestado pela RankBrasil nesta sexta-feira (30).
Foto: Divulgação

Além da equipe do engenho, visitantes que foram ao ponto turístico entre novembro e o começo de maio também puderam ajudar no processo.

“Buscamos sempre fazer algo diferenciado. Então, pensamos: ‘vamos fazer com a participação dos visitantes'”, comenta. “E foi muita gente, muita mesmo”, destaca.

Eduardo comemorou o reconhecimento nacional e a repercussão da conquista. A produção também contou com o envolvimento da empresária Socorro Pereira, proprietária do Engenho Tradição.

Para ela, a iniciativa de fabricar doces gigantes faz parte de uma história iniciada há anos. A empresária lembrou que o projeto começou em 2006 e destacou que a disputa entre municípios contribuiu para estimular outras produções de grande porte no Ceará e em outros estados.

Diferentemente de outras cidades que costumam quebrar a rapadura para dividir o doce com a população, Socorro afirma que o doce ficará em exposição para quem quiser conhecê-lo, como um troféu em homenagem à gastronomia e à agricultura nordestinas.

Mas quem desejar provar a rapadura feita no complexo do Engenho não vai passar vontade, garante Socorro. “Temos as provas de rapadura de vários sabores. São mais de 80 sabores de rapadura”, explica.

A empresária acrescenta que o título é gratificante para quem produziu o doce gigante, mas também um incentivo para diversos segmentos produtivos do Estado, assim como a competição pelo recorde, que vê como algo saudável.

“É muito, muito gratificante, porque fazemos algo que dá incentivo para outras pessoas fazerem também, não só no nosso segmento, mas em outros. Estamos valorizando a nossa cultura, a nossa agricultura”, afirma.

“Temos que mostrar nossa resistência. Dificuldades e desafios são diários, sempre vai ter, mas não podemos desistir. E é preciso inovar sempre”, completa.

Para Socorro, a rapadura representa parte importante da cultura alimentar do Ceará e do Nordeste, e títulos que valorizam a produção do alimento tendem a fortalecer sua relevância cultural e econômica.

“Rapadura é um doce que não é para faltar na mesa do nordestino, do cearense. Ela representa a nossa vida, porque rapadura é a sobrevivência de vários agricultores”, afirma.

Rapadura de quase 24 toneladas feita no Ceará é eleita a maior do Brasil
Foto: Divulgação

Cascavel supera recorde de Pindoretama

A nova marca representa uma mudança na cidade responsável pelo título nacional. Até 2025, o recorde pertencia a Pindoretama, também localizada na Região Metropolitana de Fortaleza.

Naquele ano, o município alcançou a marca de 18.660 quilos com uma rapadura produzida no Engenho Almeida. O reconhecimento ocorreu em julho, durante o Festival Internacional da Cana-de-Açúcar, conhecido como Pindorecana.

A produção anterior precisou de 11 dias de trabalho e também mobilizou dezenas de pessoas. O doce tinha quase 79 centímetros de altura média e aproximadamente 6,8 metros de comprimento na base maior.

Com os novos 23.950 quilos registrados em Cascavel, a diferença entre as duas marcas é de 5.290 quilos. Isso significa que a atual recordista supera a anterior em mais de cinco toneladas.

A disputa entre os municípios também mostra como a produção de rapadura gigante se tornou uma forma de divulgar a tradição dos engenhos cearenses.

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