Nesta sexta-feira (27), professores e funcionários da educação de Fortaleza realizaram uma manifestação em frente ao Paço Municipal. A categoria está paralisada desde a assembleia geral realizada na manhã desta quinta-feira (26).
Seguindo orientação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), os profissionais decidiram que só iniciam o ano letivo quando o prefeito José Sarto anunciar o reajuste do piso salarial do magistério. Nessa sexta-feira, toda a rede de educação básica do município ficou sem aulas.
De acordo com informações da presidenta do sindicato, Ana Cristina Guilherme, devido a pressão, a gestão agendou mesa de negociação com a entidade, marcada para a próxima terça-feira (31), às 15 horas, mas a categoria seguirá paralisada.

Na segunda e terça-feira, 30 e 31 de janeiro, a concentração da classe será novamente no Paço Municipal, às 8 horas. E no dia 1º de fevereiro, os profissionais seguiram para Câmara Municipal, também às 8 horas, quando ocorrerá assembleia geral. “Seguimos em luta em defesa dos nossos. Sem o piso, nós não pisamos na escola”, garante a dirigente.
O aumento salarial dos educadores deve ser de pelo menos 14,95%, segundo determina a Lei Federal do Piso Nacional do Magistério (Nº 11.738/2008). Com isso, a remuneração mínima do grupo não pode ser inferior a R$ 4.420,55 em 2023.
No Ceará, 67 cidades já confirmaram, até esta quinta-feira (25), a aplicação do aumento para o magistério. Em 32 cidades, os percentuais de aumento ficaram acima do estipulado pela Lei do Piso. A maioria deles arrendou o índice para 15% e na localidade de Paraipaba, a reposição foi 16%, o maior registrado até o momento no estado.
*Com informações de Sindiute

