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Pressão alta atinge cerca de 35 milhões de brasileiros, aponta Ministério da Saúde

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A hipertensão arterial atinge cerca de 35 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, e segue como um dos principais desafios de saúde pública no país. A condição, que acomete quase 30% da população adulta, é considerada silenciosa e pode evoluir por anos sem apresentar sintomas aparentes.

O alerta ganha força com a proximidade do Dia Mundial da Hipertensão Arterial, celebrado neste domingo, 17 de maio. A data reforça a necessidade de medição regular da pressão, exames de rotina, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo para reduzir riscos cardiovasculares.

Doença silenciosa exige atenção

A cardiologista Ariana Ferreira, da Clínica SiM, explica que a ausência de sintomas em grande parte dos casos aumenta o risco de diagnóstico tardio.

“A hipertensão é uma doença silenciosa, que pode evoluir por anos sem sinais aparentes. Quando os sintomas surgem, muitas vezes já há algum tipo de complicação instalada. Por isso, a medição regular da pressão e os exames de rotina são fundamentais para identificar o problema precocemente”, avalia a médica.

Em escala global, mais de 1,3 bilhão de pessoas convivem com a hipertensão arterial, condição multifatorial influenciada por fatores genéticos, ambientais e psicossociais. No Brasil, os números também preocupam: em 2021, a taxa de mortalidade pela doença chegou a 18,7 óbitos por 100 mil habitantes, o maior índice dos últimos anos, conforme dados do Ministério da Saúde.

Diagnóstico e controle ainda são desafios

Apesar da alta prevalência, o diagnóstico e o controle da pressão arterial permanecem como obstáculos. Estima-se que quase metade das pessoas hipertensas não saiba que tem a doença, enquanto uma parcela ainda menor consegue manter os níveis pressóricos controlados com tratamento adequado.

Entre os principais fatores de risco estão consumo excessivo de sal, sedentarismo, obesidade, tabagismo, uso de álcool e predisposição genética.

O cenário também ganhou novo contorno com diretrizes mais recentes sobre hipertensão arterial. O nível de 120/80 mmHg, antes considerado ideal, passou a ser classificado como pré-hipertensão. A mudança reforça uma abordagem mais preventiva no cuidado cardiovascular, com incentivo à adoção de hábitos saudáveis e acompanhamento regular antes mesmo da instalação da doença.

“O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar o tratamento, monitorar possíveis complicações e orientar mudanças no estilo de vida. Sem esse acompanhamento, o risco cardiovascular aumenta de forma significativa”, reforça Ariana Ferreira.

Hábitos saudáveis ajudam na prevenção

Além do acompanhamento médico, mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir e controlar a hipertensão. A cardiologista destaca medidas como manter alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, corrigir distúrbios do sono e evitar hábitos nocivos, como uso de álcool, drogas ilícitas e esteroides anabolizantes.

O cuidado contínuo é importante porque a pressão alta está associada a complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

Acesso à saúde é parte do controle

Para Claudia Velasco, diretora médica da Clínica SiM, o controle da hipertensão também passa pelo acesso da população a consultas, exames e acompanhamento regular.

“Facilitar o acesso da população a consultas e exames é um dos pilares para melhorar os índices de diagnóstico e controle da hipertensão. Quando o paciente consegue cuidar da saúde de forma contínua, os resultados são muito mais positivos”, afirma.

A Clínica SiM atua no Ceará, Pernambuco e Bahia, oferecendo consultas com médicos especialistas, exames laboratoriais e de imagem a preços acessíveis. O modelo busca concentrar a jornada de cuidado em um mesmo local, desde a aferição da pressão até o acompanhamento com especialista.

“Um dos maiores obstáculos no controle da hipertensão é a fragmentação do cuidado: o paciente se consulta em um lugar, faz exame em outro e muitas vezes perde o fio do acompanhamento no caminho. O modelo da Clínica SiM existe para eliminar essa barreira: reunimos consulta, exame e retorno em um único local, a preços acessíveis, para que o cuidado seja contínuo e não pontual”, complementa Claudia Velasco.

Sinais de alerta

Mesmo sendo uma doença silenciosa, alguns sintomas podem indicar pressão elevada ou complicações associadas à descompensação. Entre os possíveis sinais de alerta estão dor de cabeça frequente, principalmente na nuca, tontura, sensação de instabilidade, visão embaçada, alterações visuais, zumbido no ouvido, falta de ar, dor no peito e palpitações.

A recomendação é procurar avaliação médica em caso de sintomas persistentes e manter check-ups regulares, especialmente em pessoas com histórico familiar, sobrepeso, sedentarismo ou outros fatores de risco.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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