O setor de alimentação fora do lar chega ao último trimestre com perspectivas positivas, impulsionado pelas confraternizações de empresas, encontros familiares e celebrações que marcam as próximas semanas. Segundo levantamento da Abrasel, 81% dos empreendedores esperam aumento no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. Para a maioria (26%), esse crescimento deve ser de pelo menos 10%.
No Ceará, o desempenho dos bares e restaurantes, em outubro, mostrou um crescimento após um período marcado pela queda no consumo provocada pelo episódio das bebidas adulteradas com metanol.
O levantamento da Abrasel, feito entre 10 e 19 de novembro, indica que 45% das empresas registraram lucro no mês, enquanto 29% ficaram no ponto de equilíbrio e 26% ainda operaram no vermelho. O resultado é mais favorável que o de setembro, quando a instabilidade afetou diretamente o faturamento.
A movimentação econômica também começou a ganhar fôlego: 43% dos estabelecimentos anotaram aumento nas vendas, 31% tiveram retração e 26% ficaram estáveis. Mesmo assim, a recomposição dos preços segue desigual — 48% conseguiram ajustar os cardápios dentro ou abaixo da inflação no último ano, e 41% não fizeram qualquer reajuste. O endividamento continua elevado, com 43% das empresas em atraso, sobretudo em impostos federais, tributos estaduais e empréstimos bancários.
Segundo a presidente da Abrasel no Ceará, Taiene Righetto, o setor inicia uma fase de maior estabilidade. “Os dados mostram que estamos retomando a confiança do consumidor depois de um impacto muito duro. Ainda é um processo lento, mas evidencia que o setor continua resiliente”, afirmou.

