Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a produção industrial do Ceará teve crescimento de 7,6% no acumulado de janeiro a abril deste ano, acima da média nacional 3,5%.
No mês de abril, o avanço da produção cearense foi de 3,9%. Na comparação com o mesmo período do ano passado a alta chegou a 12,3%, segundo o IBGE.
Das 11 atividades monitoradas localmente, sete apresentam crescimento no mês. O avanço foi puxado principalmente pelo segmento de produtos de metal, que obteve salto de 64,3%, seguido pela confecção de artigos de vestuário e acessórios (45,3%), couro, artigos de viagem e calçados (33,6%) e produtos têxteis (13,8%).
No sentido contrário, a produção de produtos químicos registrou um tombo de 58,5%, acompanhado por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustível (-13,5%), máquinas, aparelhos e materiais elétrico (-7,3%) e metalurgia (-4,9%).
Brasil
A atividade industrial brasileira registrou crescimento de 3,5% no primeiro quadrimestre deste ano (janeiro a abril) e de 8,4% na comparação com abril do ano passado.
No mês de abril deste ano, na comparação com abril de 2023, houve crescimento em 16 das 18 praças pesquisadas. Rio Grande do Norte (25,6%), Santa Catarina (16,0%), Pernambuco (13,2%) e Goiás (12,7%) tiveram os maiores crescimentos. Ceará (12,3%), Rio Grande do Sul (11,7%), Paraná (10,9%), São Paulo (10,8%) e Amazonas (10,0%) também tiveram taxas positivas de dois dígitos, mais intensas do que a média nacional.
Também tiveram alta Espírito Santo (8,2%), Mato Grosso (8,1%), Maranhão (7,6%), Rio de Janeiro (4,4%), Minas Gerais (3,7%), Região Nordeste (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,0%). Neste índice, o Pará registrou a maior queda, de 13,6%. A Bahia, com recuo de 3,5%, foi a outra queda.
Pelo lado das altas, Paraná (12,8%) volta a crescer após acumular perda de 12,6% nos meses de março e fevereiro. O estado do Sul foi a principal influência positiva e registrou a maior alta percentual, graças ao desempenho do setor de derivados do petróleo e da indústria de alimentos, além do setor de veículos.
Outro destaque positivo foi Pernambuco. O estado nordestino, com a alta de 12,2%, marcou a segunda maior alta percentual e a terceira maior influência, eliminando a queda de 3,5% registrada em março.
Maior parque industrial do país, São Paulo foi o segundo local em influência positiva, com alta de 1,9%. A indústria paulista volta a crescer após dois meses de resultado negativo, quando acumulou variação de -0,4%. A taxa de abril foi influenciada pelo desempenho do setor de alimentos, além das indústrias de derivados do petróleo e de veículos. Com esse resultado, São Paulo fica 1,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).
Os demais resultados positivos de abril foram alcançados por Mato Grosso (4,4%), Amazonas (4,2%), Ceará (3,9%), Espírito Santo (2,7%), São Paulo (1,9%), Santa Catarina (0,4%), Rio Grande do Sul (0,2%) e Rio de Janeiro (0,1%).

