Home Saúde Período de Carnaval requer cuidados com a saúde sexual

Período de Carnaval requer cuidados com a saúde sexual

5 min read
0
0
217

Marcado por muitas festividades, o ciclo carnavalesco é um ambiente propício de relações interpessoais. É neste cenário que os cuidados com a saúde sexual necessitam de atenção, principalmente na prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que vêm crescendo entre os jovens de 15 a 29 anos.

Um levantamento de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma queda na utilização da camisinha por jovens no Brasil. O especialista em reprodução humana, Dr. Marcelo Cavalcante, explica que essa geração tem menos medo de contrair alguma infecção, o que deixa a prevenção e o sexo seguro de lado. A camisinha ainda é o método mais seguro de não contrair e nem transmitir novas ISTs.

“Muitas vezes, essas infecções são silenciosas e sem sintomas, estando apenas adormecidas no hospedeiro, mas, assim que transmitida para outra pessoa, sintomas podem aparecer com evidência. Entre as infecções mais comuns nesse período estão clamídia, gonorreia e tricomoníase”, afirma o médico.

Consequências a longo prazo

Ao afetar tanto o homem como a mulher, as consequências dessas enfermidades podem ser sérias e acarretar sequelas a longo prazo. As ISTs respondem por 25% das causas de infertilidade.

A clamídia – causada por uma bactéria – é a segunda doença sexualmente transmissível mais comum. Em média, apenas um em cada cinco casos manifestam sintomas entre corrimento amarelado ou claro, e dor ao urinar e no sexo. Caso não seja tratada, a infecção chega a ocasionar infertilidade em ambos os sexos, dores e complicações na gestação.

Além disso, 40% destas infecções, quando não tratadas, levam a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Segundo estudioso da área, a DIP causa infertilidade em 15% das mulheres quando ocorre o primeiro episódio de infecção, em 35% no segundo episódio e em 75% no terceiro.

Já a gonorreia – também ocasionada por bactéria – pode facilmente infectar e se espalhar a outros órgãos. Em caso de negligência, pode ocasionar infertilidade e  inflamação no corpo.

Por último, a tricomoníase, que possui maior incidência entre mulheres, caso não tenha tratamento, dispara uretrites e vaginites, além de complicações na gravidez.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde

Deixe um comentário

Verifique também

3ª edição do Festival Ceará da Diversidade acontece neste mês de junho

Fortaleza se prepara para receber a 3ª edição do Festival Ceará da Diversidade, um dos mai…