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Período de Carnaval requer cuidados com a saúde sexual

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Marcado por muitas festividades, o ciclo carnavalesco é um ambiente propício de relações interpessoais. É neste cenário que os cuidados com a saúde sexual necessitam de atenção, principalmente na prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que vêm crescendo entre os jovens de 15 a 29 anos.

Um levantamento de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma queda na utilização da camisinha por jovens no Brasil. O especialista em reprodução humana, Dr. Marcelo Cavalcante, explica que essa geração tem menos medo de contrair alguma infecção, o que deixa a prevenção e o sexo seguro de lado. A camisinha ainda é o método mais seguro de não contrair e nem transmitir novas ISTs.

“Muitas vezes, essas infecções são silenciosas e sem sintomas, estando apenas adormecidas no hospedeiro, mas, assim que transmitida para outra pessoa, sintomas podem aparecer com evidência. Entre as infecções mais comuns nesse período estão clamídia, gonorreia e tricomoníase”, afirma o médico.

Consequências a longo prazo

Ao afetar tanto o homem como a mulher, as consequências dessas enfermidades podem ser sérias e acarretar sequelas a longo prazo. As ISTs respondem por 25% das causas de infertilidade.

A clamídia – causada por uma bactéria – é a segunda doença sexualmente transmissível mais comum. Em média, apenas um em cada cinco casos manifestam sintomas entre corrimento amarelado ou claro, e dor ao urinar e no sexo. Caso não seja tratada, a infecção chega a ocasionar infertilidade em ambos os sexos, dores e complicações na gestação.

Além disso, 40% destas infecções, quando não tratadas, levam a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Segundo estudioso da área, a DIP causa infertilidade em 15% das mulheres quando ocorre o primeiro episódio de infecção, em 35% no segundo episódio e em 75% no terceiro.

Já a gonorreia – também ocasionada por bactéria – pode facilmente infectar e se espalhar a outros órgãos. Em caso de negligência, pode ocasionar infertilidade e  inflamação no corpo.

Por último, a tricomoníase, que possui maior incidência entre mulheres, caso não tenha tratamento, dispara uretrites e vaginites, além de complicações na gravidez.

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