Home Geral Participação do mercado ilegal no setor de apostas cai no 1º semestre de 2026, revela estudo

Participação do mercado ilegal no setor de apostas cai no 1º semestre de 2026, revela estudo

10 min read
0
0
28

O novo estudo “Dimensionamento e combate do mercado ilegal de apostas no Brasil ”, realizado pela LCA Consultores e com os dados norteados pela pesquisa “Incidência de apostas ilegais no Brasil”, do Instituto Locomotiva a pedido do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), revela que a participação do mercado ilegal no setor de apostas caiu no 1º semestre de 2026 em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em junho de 2025. A estimativa atual é que entre 38% e 44% das apostas online ocorrem em plataformas clandestinas, contra 41% a 51% no levantamento anterior.

A pesquisa do Instituto Locomotiva foi realizada em maio de 2026 em todo o Brasil, com respostas de 2.291 jogadores. Nos três meses anteriores ao levantamento, 53% dos entrevistados fizeram apostas em sites que não exigiram reconhecimento facial, 48% apostas em sites com final diferente de .bet.br, 37% efetuaram depósitos em plataformas via cartão de crédito e 23% via criptoativos, métodos não aceitos no mercado regulamentado.

“Os números mostram que a regulamentação e as medidas adotadas pelo Governo Federal no combate às plataformas ilegais começam a produzir resultados concretos. A redução observada é um sinal positivo da consolidação do mercado regulado brasileiro. O desafio agora é dar continuidade a esse avanço, fortalecendo o combate aos operadores clandestinos e garantindo que a evolução regulatória ocorra com segurança jurídica e previsibilidade, evitando que novas medidas aplicáveis exclusivamente aos operadores autorizados criem assimetrias que tornem o mercado ilegal mais atrativo para os consumidores e acabem direcionando a apostadores para plataformas clandestinas”, salienta Carlos Lima, presidente executivo do IBJR.

A regulamentação do setor, em vigor desde 1º de janeiro de 2025, determina que apenas operadores licenciados podem atuar legalmente no país, com obrigações tributárias, normas operacionais e mecanismos de proteção ao apostador. No primeiro ano de mercado regulado, dados do Ministério da Fazenda mostram que as casas de apostas contribuíram com R$ 9,95 bilhões em tributos e destinações legais, beneficiando áreas como esporte, turismo, segurança pública e educação, além de cada plataforma ter recolhido recolheu R$ 30 milhões em outorga. Segundo o estudo “Panorama do mercado de apostas de quota fixa”, as operadoras regulamentadas investiram aproximadamente R$ 7,5 bilhões em capital social, com geração estimada de 15,5 mil empregos diretos e indiretos.

“Os resultados da estimativa de participação dos operadores ilegais no consumo de apostas indicam não apenas a queda relativa do tamanho do mercado ilegal, mas também menor incerteza sobre a magnitude desse mercado, sinalizando avanços importantes decorrentes da regulamentação e das medidas de combate às plataformas ilegais. Ao mesmo tempo, os resultados reforçam a importância de mantermos a evolução desse trabalho, com a continuidade das iniciativas de fiscalização”, diz Eric Brasil, diretor de Regulação e Políticas Públicas da LCA Consultores.

De acordo com a pesquisa “Incidência de apostas ilegais no Brasil”, entre os apostadores elegíveis ao mercado ilegal, 51% são mulheres e 49% homens; a maior parcela está em uma faixa de idade entre 18 e 29 anos (54%) e recebem até dois salários-mínimos (51%). As plataformas onde foram realizadas alguma das práticas informais representam grande parte de sua participação no mercado de apostas: aproximadamente 51% só utilizam este tipo de plataforma; 36% afirmam que são onde fazem a maior parte das apostas; para 8% são relacionadas a aproximadamente metade das apostas; e 6% dizem ser onde efetuam a menor parte.

“O estudo revela uma ligeira redução da participação das apostas ilegais, mas ainda em patamares elevados, com metade dos apostadores brasileiros transitando no mercado não licenciado. O dado positivo é que há quase um consenso de que esse problema precisa ser encarado: mesmo quem joga nos sites clandestinos acha que é um dever do País combatê-los com mais força”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Riscos e combate

Um dado relevante observado na pesquisa é que a ampla maioria dos apostadores brasileiros reconhece os riscos das operadoras clandestinas. Do total, 77% concordam totalmente ou parcialmente que as bets ilegais não cumprem regras e normas para promover o jogo responsável, e por isso são mais perigosas para os apostadores, 13% não concordam nem discordam, 5% discordam em parte e 5% discordam totalmente. Esses números comprovam a importância do combate às plataformas ilegais que o Governo Federal vem realizando.

Como identificar plataformas autorizadas

Ao apostar em uma plataforma online, é importante verificar se o site está autorizado a operar no Brasil. Alguns pontos ajudam o consumidor a fazer essa identificação. As operadoras regulamentadas:

• Devem obrigatoriamente utilizar o domínio “.bet.br”. Caso não utilize, a plataforma não está autorizada a operar em todo o Brasil.

• Adotam um sistema rígido de cadastro, que exige reconhecimento facial para impedir o acesso de menores de 18 anos. Além do envio de documentos e demais checagem que identifiquem o apostador.

• Oferecem ferramentas de limites de tempo e perdas financeiras.

• Permitem somente transações via PIX e débito da conta do titular do cadastro, não aceitando cartões de crédito e nem criptomoedas.

• Oferecem mecanismos de autoexclusão para jogadores vulneráveis.

Caso a população ainda tenha dúvidas, o IBJR disponibiliza o site www.betalert.com.br para que as pessoas possam checar se aquela bet é regulamentada ou não pelo Governo Federal.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Geral
Comentários estão fechados.

Verifique também

III Campeonato Nordestino de Debates reúne universitários de todo o país em Fortaleza

Fortaleza recebe, entre os dias 27 e 30 de agosto, a terceira edição do Campeonato Nordest…