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Os benefícios do chocolate no período da Páscoa

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A Páscoa é a fase do ano em que as prateleiras dos supermercados ficam recheadas de chocolate, são muitos os ovos dispostos em diversas marcas e tamanhos, e as crianças desejam se deliciar com ovos que além do doce acompanham brindes e brinquedos, e os adultos que desejam quebrar a dieta com as delícias do produto em colher.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o médico Durval Ribas Filho, o chocolate apresenta elementos químicos que proporciona sensação de bem-estar; contribui para a saúde cerebral; pode reduzir o estresse, aliviar dores e melhora o fluxo arterial.

“Apesar de todos os benefícios, é preciso atenção. Os chocolates mais consumidos nesse período possuem uma baixa concentração de cacau, onde há os principais benefícios do chocolate. Para se obter um sabor menos amargo – próprio do cacau – a maioria dos ovos concentra maior teor de açúcar e gorduras e, por isso, perde parte de suas propriedades, favoráveis para a saúde, e aumenta seu índice calórico”, complementa Durval.

Mas afinal, quanto chocolate devo consumir?

Segundo o presidente, a palavra de ordem é moderação.  O ideal é uma pequena porção diária, de cerca de 30 a 40 gramas, de preferência por opções com alto teor de cacau, a partir de 70%, “pois este consumo equilibrado pode contribuir para elevar a serotonina e, consequentemente, a sensação de bem-estar no organismo, reduzindo a ansiedade”, explica Durval.

“Na Páscoa este controle nem sempre acontece. Por isso, o consumo merece atenção. A privação, não apenas do chocolate, mas de vários alimentos, pode gerar uma compulsão posterior por influenciar numa descompensação psicológica, em especial nos diabéticos, pelo risco de afetar o controle da doença. Não precisa se privar do prazer de consumir chocolate, desde que tenham uma dieta equilibrada e glicemia sob controle”, ressalta Durval.

Sobre o consumo de chocolates por pessoas diabéticas, intolerantes a lactose e veganas, o médico detalha: “Para as pessoas com restrições alimentares, como os diabéticos, os que possuem intolerâncias ao glúten, à lactose ou veganos há chocolates à base de soja – produzidos com extrato de soja 100% vegetal e sem adição de lactose e pouco sódio”.

“Uma ótima alternativa é a chamada alfarroba, fruto de uma árvore nativa da costa do Mediterrâneo. É mais saudável e menos calórica, tem cor parecida a do chocolate – marrom escuro – e sabor adocicado. É semelhante a uma vagem de feijão, de onde se extrai a polpa, que é torrada e moída para obter o pó utilizado em substituição ao cacau”, acrescenta o especialista.

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