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O que é perineoplastia e por que tantas mulheres têm recorrido a esse procedimento?

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A busca por cirurgias íntimas femininas tem crescido nos últimos anos — e, entre elas, a perineoplastia se destaca como uma das mais procuradas. O nome ainda é pouco conhecido fora dos consultórios, mas o incômodo que leva à sua indicação é familiar para muitas mulheres: sensação de flacidez vaginal, dificuldade de contração muscular, diminuição do prazer na relação sexual ou desconforto ao usar absorventes internos.

A perineoplastia é uma cirurgia realizada na região do períneo — área entre a vagina e o ânus — para corrigir a frouxidão dos tecidos do períneo, que podem ter sido afetados por partos vaginais, envelhecimento, alterações hormonais ou esforço físico repetitivo. Mas o que poucas pacientes sabem é que o procedimento vai além da estética: ele pode envolver estruturas musculares profundas do períneo e impactar diretamente a função esfincteriana, o suporte dos órgãos pélvicos e a qualidade das relações sexuais.

“É fundamental que a decisão pela perineoplastia seja bem orientada. Antes de operar, é importante avaliar se realmente há necessidade cirúrgica ou se a reabilitação com fisioterapia pode resolver os sintomas”, explica Flaviana Teixeira, fisioterapeuta pélvica com atuação especializada na saúde íntima da mulher. Segundo ela, muitas pacientes que chegam cogitando a cirurgia descobrem, após uma avaliação detalhada, que podem recuperar força, tônus e sensibilidade com técnicas menos invasivas.

A fisioterapia pélvica atua antes e depois da cirurgia, contribuindo tanto para evitar procedimentos desnecessários quanto para potencializar os resultados em casos em que a intervenção é realmente indicada. Ignorar a preparação e a reabilitação muscular pode aumentar o risco de complicações como cicatrizes dolorosas, aderências e perda funcional do períneo no longo prazo.

No pré-operatório, os atendimentos ajudam a preparar os músculos do períneo, corrigir disfunções pré-existentes e orientar sobre hábitos e posturas. Já no pós-operatório, o foco é restaurar a função muscular, prevenir aderências, reduzir desconfortos e devolver à paciente o controle e a confiança sobre o próprio corpo.

De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias íntimas no mundo — e isso reforça a importância de se falar sobre o tema com responsabilidade e informação de qualidade. “Muitas mulheres buscam a perineoplastia por questões ligadas à autoestima, mas nem sempre têm consciência da função do períneo para a saúde pélvica como um todo”, alerta Flaviana.

Flaviana destaca que nem toda sensação de frouxidão ou perda de força na região vaginal indica necessidade cirúrgica, e que a maioria dos quadros pode ser revertida com reabilitação muscular adequada. “Seja por estética, funcionalidade ou prazer sexual, o importante é que a mulher tenha acesso a um diagnóstico completo, conheça suas opções, tenha autonomia sobre o próprio corpo e encontre profissionais que acolham suas escolhas com respeito e responsabilidade”, completa a especialista.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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