Home Saúde O custo do “scroll” infinito: Especialista alerta para os impactos do consumo exagerado de redes sociais na saúde mental e no sono

O custo do “scroll” infinito: Especialista alerta para os impactos do consumo exagerado de redes sociais na saúde mental e no sono

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Vivemos em uma era onde a última imagem antes do repouso e o primeiro estímulo ao despertar vêm da tela de um smartphone. Embora essas plataformas tenham sido criadas para conectar, o uso excessivo e sem estratégia tem cobrado um preço alto da saúde pública, manifestando-se no aumento expressivo de quadros de ansiedade, depressão e distúrbios crônicos do sono.

O consumo de redes sociais é estruturado para o engajamento máximo, muitas vezes operando em um ciclo de recompensas que vicia o cérebro. Cada interação gera uma descarga de dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer, criando uma dependência de estímulos constantes. Essa busca por validação externa, somada à comparação constante com as “vidas perfeitas” editadas no mundo digital, mantém o indivíduo em um estado de alerta permanente, distorcendo a percepção da realidade e agravando o esgotamento mental.

“Além do impacto psicológico, existe uma barreira física e biológica imposta pelo uso noturno desses aparelhos. A luz azul emitida pelas telas interfere diretamente na produção de melatonina, o hormônio essencial que sinaliza ao corpo o momento de descansar. Somado a isso, o fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo) e a vigilância cognitiva mantêm o cérebro em processamento ativo durante horas que deveriam ser dedicadas ao desligamento e à recuperação celular, resultando em um sono fragmentado e de baixa qualidade”, explica Fernanda Macedo, psicóloga e diretora da Life DH.

Para mitigar esses danos, a profissional defende uma reeducação digital baseada em consciência, limites claros e uso intencional da tecnologia, priorizando a saúde em vez da conectividade ininterrupta. Isso envolve a prática da higiene do sono com o desligamento de telas pelo menos uma hora antes de dormir e a criação de zonas livres de tecnologia durante as refeições ou momentos de lazer offline.

É fundamental que o usuário realize uma curadoria ativa de quem segue e utilize ferramentas de monitoramento de tempo para retomar o controle sobre a própria rotina, transformando o celular em uma ferramenta produtiva, e não em um gatilho constante de ansiedade.

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