Morreu na noite de terça-feira (1º), o ator e diretor Gracindo Júnior, aos 83 anos, em casa, no Rio de Janeiro, A informação foi divulgada pelo ator Leonardo Brício por meio do Instagram. A causa da morte não foi divulgada, até o momento.
“Ontem, um pouco antes das 22h, meu amigo amado Gracindo Jr. deu seu último suspiro, e quis Deus que eu estivesse ao lado dos seus filhos de sangue e sua esposa nesse exato momento”, afirmou Leonardo, que compartilhou alguns registros ao lado do veterano no Instagram.
Com mais de seis décadas de trajetória artística, ele construiu uma carreira que passou pelo teatro, pela televisão, pelo rádio e pelo cinema.
O velório está marcado para esta quarta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10. Às 14h10, o corpo será cremado.
Gracindo Jr. deixa a mulher, Daisy Poli, três filhos, Gabriel, Pedro e Daniela Duarte (fruto de seu relacionamento com a atriz Débora Duarte), além dos netos.
Vida e carreira
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/R/K/EIF8nqQoeNkbPPncYZnQ/deus-nos-acuda-gracindo-junior-ndr-768x538.webp)
Nascido no Rio de Janeiro em 21 de maio de 1943, Epaminondas Xavier Gracindo é filho do também consagrado ator Paulo Gracindo (1911-1995), seguindo os passos do pai e se tornando um dos nomes de sua geração nas artes cênicas brasileiras.
O artista esteve entre os nomes que participaram da inauguração da TV Globo, em 1965. “Eu entrei no início da TV Globo. Ela estreia em abril de 1965, mas em dezembro de 1964 eu já estava contratado”, afirmou ele em entrevista ao Memória Globo.
Ao longo da carreira na televisão, Gracindo Jr. participou de novelas históricas como “Rosinha do sobrado” (1965), “Padre Tião” (1966), “A rainha louca” (1967), “A próxima atração” (1970), “Os ossos do barão” (1973), “Supermanoela” (1974), “O bem-amado” (1973).
Um de seus grandes sucessos na televisão veio em 1976, quando interpretou o pintor João Maciel em “O Casarão”, novela de Lauro César Muniz. O papel marcou um dos momentos de maior destaque de sua trajetória nas telas: “Eram atores eminentemente de teatro, todos quase, e cada personagem tinha uma função. Eram personagens todos muito importantes, não existiam coadjuvantes, todos eram protagonistas. Eu vejo ‘O casarão’ assim”, recordou-se ele sobre este trabalho.
Ao longo da carreira, na TV Globo, o artista atuou também em produções de sucesso como “Jogo da vida” (1981), “Mandala” (1985), “O salvador da pátria” (1989), “Rainha da sucata” (1990), “Deus nos acuda” (1992), “Explode coração” (1995) e “Celebridade” (2003).
Na televisão, Gracindo Jr. também ganhou grande destaque ao contracenar com Maitê Proença em “Dona Beija”, exibida em 1986 na extinta Rede Manchete. Os dois viveram um par romântico na novela, que alcançou ampla repercussão e colocou o ator novamente em evidência. Em julho do ano passado, eles se reencontraram na casa dele, na Barra da Tijuca. Na ocasião, a atriz comentou: “Amigo e parceiro de tantos e lindos trabalhos, está feliz! O olhar dele é cheio de vida”.
A partir de 2006, Gracindo Jr. passou a atuar em novelas na Rede Record, na novela “Cidadão brasileiro”, e integrou o elenco de produções como “Poder paralelo” (2009), “Rei Davi” (2012) e “Plano alto” (2014).
A carreira de Gracindo Jr. no teatro começou em 1961 com “A escada”, texto de Oswald de Andrade. No mesmo ano, já engatou como diretor com “A longa noite de cristal”, de Oduvaldo Vianna Filho. Ao longo das décadas, participou de mais de 20 montagens como ator, produtor e diretor, entre elas “A megera domada”, “Liberdade para as borboletas”, “Oh, que delícia de guerra!” e “Sinal de vida”.
O artista ainda dirigiu as duas últimas peças protagonizadas por seu pai, Paulo Gracindo: “Num lago dourado”, em 1991, e “A história é uma história”, montada em 1993.

