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Médicos da Santa Casa de Fortaleza iniciam paralisação parcial por atraso salarial e irregularidades trabalhistas

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Os médicos do Time de Resposta Rápida (TRR) da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza iniciam nesta sexta-feira (20), às 15h, uma paralisação parcial de suas atividades. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na última segunda-feira (16), em decorrência do atraso no pagamento dos salários referentes ao mês de maio e outras irregularidades trabalhistas que afetam diretamente a categoria.

Na última terça-feira (17), o Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou ofício ao provedor da Santa Casa, Vladimir Spinelli, à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e à Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS), formalizando a decisão da paralisação, que tem início após o prazo de 72 horas do comunicado.

Durante a assembleia, conduzida de forma virtual pelo Sindicato dos Médicos, foram discutidas diversas problemáticas, além do atraso salarial. Os médicos denunciaram a ausência de recolhimento do FGTS nos últimos cinco anos, a inadimplência de três meses de INSS em 2023 e férias vencidas e não quitadas.

Os profissionais também relataram terem recebido informações sobre o possível fechamento da UTI e o encerramento completo das atividades da Santa Casa, gerando grande insegurança quanto à continuidade dos vínculos empregatícios. A falta de comunicação oficial por parte da administração hospitalar sobre os problemas enfrentados tem agravado a situação.

Diante do cenário de irregularidades, a maioria dos médicos deliberou pela paralisação parcial, garantindo a manutenção do atendimento a intercorrências e serviços de urgência e emergência. A medida visa não comprometer a assistência essencial à população, enquanto os profissionais buscam a regularização de seus direitos.

Os médicos também solicitaram ao Sindicato acionar o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), buscando medidas imediatas que assegurem os direitos trabalhistas e evitem um colapso completo na prestação de serviços médicos da instituição.

O Sindicato solicitou ao Estado e Município informações sobre seu conhecimento prévio da situação, esclarecimentos sobre as medidas que estão sendo adotadas diante da crise trabalhista e estrutural da unidade, e uma atuação coordenada para garantir a manutenção dos serviços e a preservação dos direitos dos médicos.

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