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Julho turquesa, um mês de conscientização sobre um problema ocular frequente: o olho seco

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O mês de julho marca uma importante campanha de saúde no Brasil: o Julho Turquesa, dedicado à conscientização sobre o olho seco. Apesar de ser uma condição frequentemente subestimada, a falta de tratamento adequado pode levar a complicações mais sérias.

Vale destacar que a escolha desse mês para a campanha não é aleatória; é o período mais seco do ano em muitas regiões do país, acentuando os sintomas do problema ocular, já a cor turquesa simboliza a lágrima. Segundo dados recentes, o olho seco é uma condição multifatorial que afeta aproximadamente 745 milhões de pessoas em todo o mundo, muitas vezes passando despercebida e sem diagnóstico adequado.

O Dr. Giuliano Veras, oftalmologista e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), destaca a modernidade como uma das culpadas pelo aumento dos casos. “As pessoas estão piscando menos, e isso é um fato. Estilo de vida com muitas horas de tela, clima seco, poucas horas de sono, exposição à fumaça e o frequente uso do ar-condicionado, tudo isso vem prejudicando a nossa visão. Hoje em dia, tantas coisas disputam nossa atenção que esquecemos até do básico: piscar”, explica.

Embora essa doença afete tanto homens quanto mulheres, estas são as mais acometidas. O olho seco se manifesta como uma diminuição ou alteração na qualidade da produção da lágrima, afetando diretamente a vida dos pacientes. Os sintomas mais comuns são: olhos vermelhos, sensação de poeira ou areia nos olhos, coceira, visão embaçada, ardência e sensibilidade à luz.

O tratamento normalmente inclui o uso de colírios e lubrificantes oculares. No entanto, o especialista alerta sobre a importância de procurar um oftalmologista ao primeiro sinal de desconforto. “O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para minimizar o desconforto e prevenir complicações. As pessoas acham que é só colocar um colírio de farmácia, mas não, cada caso é um caso, daí a necessidade da consulta”, afirma.

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