O governo federal estabeleceu como meta alcançar cerca de 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários brasileiros até o fim de 2026. A estratégia faz parte do plano de expansão internacional do agronegócio, que busca diversificar destinos e ampliar as exportações.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o país já soma 594 mercados abertos desde o início de 2023, com um ritmo de crescimento considerado acelerado em relação a gestões anteriores. Apenas na primeira quinzena de abril, o Brasil avançou em negociações com nove países, liberando o envio de 29 produtos agropecuários.
Entre os novos destinos estão países como Arábia Saudita, Vietnã, Etiópia, Peru e Filipinas, ampliando a presença do agro brasileiro em diferentes regiões do mundo. Desde o início de 2026, já foram fechados acordos com 59 novos parceiros comerciais.
A Ásia aparece como principal eixo dessa expansão, especialmente pela alta demanda por proteínas e pela capacidade de absorver produtos variados, incluindo itens com menor consumo no mercado interno. Um dos avanços recentes considerados estratégicos foi a liberação, pelo Vietnã, da importação de miúdos bovinos e suínos do Brasil.
Segundo o governo, a abertura de novos mercados é fundamental para reduzir a dependência de poucos compradores e aumentar a competitividade do setor. A expectativa é de que as negociações continuem ao longo do ano, com foco na ampliação do acesso para produtos como frutas, castanhas e carnes.

