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Governo estima que Copa do Mundo feminina de 2027 exigirá ao menos R$ 1,5 bi em investimento

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O governo federal estima que precisará de aporte de ao menos R$ 1,5 bilhão para o Brasil sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027.

O Mundial das mulheres será realizado pela primeira vez na América do Sul, com 32 seleções e jogos em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

A cifra é mencionada em documento interno do Ministério do Esporte, mas dados de outras pastas indicam que a demanda pode ser maior.

O governo afirma que o valor ainda está em discussão. Também aguarda a aprovação da lei geral da Copa para finalizar a conta —o texto está sob análise do Senado e prevê regras sobre direitos comerciais, segurança e infraestrutura do evento, além de valores de premiações a ex-jogadoras e estímulo à participação das mulheres na prática esportiva.

O documento do Ministério do Esporte, elaborado na metade de abril, afirma que o Ministério da Justiça e Segurança Pública tem a maior necessidade de verba, com R$ 676 milhões que devem ser distribuídos nos Orçamentos de 2026 e 2027. A verba será dividida com a PF, PRF e Força Nacional.

Outro documento do próprio Ministério da Justiça, feito na semana passada, diz que o valor exigido pelo evento pode superar R$ 760 milhões, cifra que inclui a compra de mais de R$ 150 milhões em equipamentos e sistema anti-drone, além de cerca de R$ 130 milhões para viaturas, blindados e outros veículos.

O Ministério da Justiça já pediu para a equipe econômica do governo acrescentar cerca de R$ 600 milhões ao seu Orçamento atual.

Procuradas, as pastas da Justiça e do Esporte deram a mesma resposta e informaram que ainda não está definido o valor que será destinado pelo governo para o evento, “considerando que o processo de planejamento e dimensionamento orçamentário ainda está em andamento e envolve múltiplos órgãos e frentes de atuação”.

Também disseram que os investimentos terão como foco ações relacionadas à segurança pública, infraestrutura de telecomunicações, além da “construção do legado da Copa” e de promoção do evento.

O Ministério do Esporte afirmou para a equipe econômica, em abril, que a planilha tinha objetivo de “sinalizar a necessidade adicional de suplementação” de diversos órgãos. Também apontou que a própria pasta do Esporte precisa de R$ 620 milhões até o próximo ano.

O valor deve ser aplicado na implantação de 12 centros de treinamento de futebol feminino, por R$ 180 milhões, e para ações de marketing que superam R$ 300 milhões.

O recurso do Esporte inclui ainda R$ 15 milhões para pagar premiações de R$ 500 mil para 30 ex-atletas. Foram selecionadas aquelas que receberam medalha de bronze no Torneio Internacional de 1988, embrião do Mundial feminino, ou que representaram a equipe do Brasil na Copa do Mundo de 1991, a primeira edição oficial feminina da competição organizada pela Fifa.

A documentação também afirma que o Esporte investirá R$ 95 milhões para criar 500 núcleos de futebol feminino em campos e quadras de futebol construídos pelo Novo PAC. O governo também avalia distribuir 10 mil bolsas de R$ 410 para atletas de base do futebol feminino, somando R$ 4,1 milhões.

Já o Ministério das Comunicações precisará de R$ 220 milhões a mais no Orçamento até 2027, segundo estimativas feitas em abril no governo. Em nota, a pasta disse que o valor é preliminar, mas que a ideia é investir os recursos na infraestrutura de conectividade para o evento.

“O plano prevê a instalação de redes de telecomunicações para interligar os oito estádios, o estúdio de transmissão em Copacabana e o Hub Centralizado (IBC) no Píer Mauá (RJ), além de garantir internet de alta disponibilidade e suporte técnico 24 horas por dia durante todo o torneio”, diz o ministério.

O documento do Ministério do Esporte também cita previsão de adicionar aos orçamentos do Ministério da Saúde, GSI e Abin cerca de R$ 3,45 milhões.

Em nota técnica feita no começo de maio, o Ministério da Justiça diz que a compra de equipamentos anti-drone é essencial. Afirma ainda que forças de segurança já identificaram uso destes sistemas por facções criminosas no Brasil para monitorar e atacar policiais, reconhecer áreas, dar apoio logístico ao crime organizado e lançar objetos dentro de presídios.

“Grandes eventos esportivos internacionais apresentam elevada vulnerabilidade a esse tipo de ameaça em razão da concentração massiva de público, presença de delegações estrangeiras, exposição midiática global, necessidade de proteção de autoridades nacionais e internacionais”, diz o documento.

O Brasil foi sede da Copa do Mundo de 2014. Mais de um ano antes, o investimento federal previsto para o evento alcançava R$ 14,9 bilhões, em valores sem correção.

A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina foi anunciada em maio de 2024, em Bancoc, na Tailândia. A candidatura brasileira superou a proposta conjunta apresentada por Bélgica, Alemanha e Holanda. Os jogos estão marcados entre os dias 24 de junho e 25 de julho do próximo ano.

Fonte: FolhaPress

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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