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Governo do Ceará avalia uso de cartão único para ônibus e metrô em 2026

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A ideia de usar um único cartão para embarcar em ônibus urbanos e no metrô de Fortaleza está em análise pelo Governo do Ceará e pode começar a ser implementada ainda este ano. A medida não representa, por enquanto, a integração tarifária entre os modais, mas é tratada como um primeiro passo para viabilizar esse modelo no futuro.

O tema foi abordado pelo diretor-presidente do Metrofor, Plínio Pompeu. Segundo o gestor, a determinação veio do governador Elmano de Freitas para avançar na integração dos sistemas de leitura utilizados no transporte público. A proposta em estudo prevê que o passageiro possa usar o mesmo cartão tanto no metrô quanto nos ônibus, embora cada embarque continue sendo tarifado separadamente.

De acordo com Plínio, o projeto de unificação da bilhetagem já está estruturado e pode entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2026. A iniciativa contempla tanto os cartões de tarifa inteira quanto as carteiras estudantis. Atualmente, os sistemas de bilhetagem funcionam de forma independente.

Enquanto o cartão dos ônibus urbanos é administrado pela Prefeitura de Fortaleza, o metrô opera sob gestão do Governo do Estado. Na Linha Sul do metrô, que conecta Fortaleza a Maracanaú e Pacatuba, a tarifa é de R$ 3,60 na modalidade inteira e R$ 1,80 na meia. Já nos ônibus urbanos da Capital, o valor da passagem é de R$ 5,40 para a tarifa inteira e R$ 1,50 para estudantes.

Foto: Romário Pinheiro/ Metrofor

O sistema metroferroviário possui diferentes modelos de cobrança. A Linha Sul e a Linha Oeste, que liga Fortaleza a Caucaia, operam com tarifas, ainda que em valores distintos. Em contrapartida, o VLT Parangaba–Mucuripe e o ramal Aeroporto funcionam sem cobrança de passagem.

A previsão é que a unificação da bilhetagem deva abranger inicialmente os municípios onde o metrô já atua: Fortaleza, Caucaia, Maracanaú e Pacatuba. A experiência também poderá ser expandida para o interior do Estado, com previsão de início na região do Cariri e, posteriormente, em Sobral. Na Região Norte, a implantação é mais complexa devido à ausência de um sistema de ônibus estruturado.

Nesse sentido, testes com equipamentos capazes de reconhecer o mesmo cartão utilizado nos ônibus já estão sendo realizados em algumas estações do sistema metroviário. Essas operações ocorrem atualmente em caráter experimental. Segundo Plínio, o processo envolve desafios técnicos e financeiros, especialmente no que se refere à divisão dos recursos arrecadados entre os diferentes operadores do transporte público.

Entre as alternativas analisadas, está a possibilidade de transformar estações de metrô e VLT em pontos de integração semelhantes aos terminais rodoviários. A proposta prevê que os passageiros possam realizar a troca de modais em locais com infraestrutura adequada e segurança, reduzindo a necessidade de integração em paradas de rua.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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