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Fortaleza reduz número de mortes no trânsito em 58%

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com dados divulgados pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), houve uma redução de 58% dos óbitos por acidentes entre os anos de 2023 e 2024. Segundo uma estimativa da entidade, cerca de 1.277 vidas foram salvas neste período.

“Só quem já se envolveu em um sinistro ou perdeu alguém sabe a dor da partida inesperada. Por isso, devemos celebrar cada vida preservada e continuar trabalhando para que os avanços continuem na segurança viária da nossa cidade”, discursou Antônio Ferreira, superintendente da AMC.

Para a organização responsável pelo controle e políticas de trânsito na capital, a redução de vítimas fatais é reflexo do trabalho norteado pelos conceitos de visão zero, que prioriza a vida, e sistemas viários seguros, que une ações de engenharia, redesenho urbano, moderação de tráfego, educação e fiscalização.

“O conjunto de tais práticas se torna ainda mais eficiente quando a sociedade entende o seu papel e respeita as normas de circulação viária. Afinal, um trânsito seguro é resultado de uma responsabilidade compartilhada”, reforça Antônio.

Medidas preventivas
Atualmente, Fortaleza conta com uma malha cicloviária de aproximadamente 470 km, distribuídas por ciclofaixas, ciclovias, ciclorrotas e passeios compartilhados. O objetivo dos equipamentos é fornecer uma via para melhor trânsito dos ciclistas dentro da cidade, evitando maiores chances de acidentes contra automóveis.

Em comparação às outras duas maiores capitais do Nordeste, Recife e Salvador, Fortaleza apresenta uma maior extensão de malha cicloviária. A capital pernambucana tem aproximadamente 193 quilômetros, enquanto a capital baiana tem cerca de 310 quilômetros.

Outras medidas preventivas no âmbito da conscientização são tomadas ao redor da cidade, como intensificação de ações educativas e de sinalização, tanto para condutores como pedestres.

Redução de óbitos

O estudo realizado pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) também revelou que o maior percentual de redução no número de óbitos foi de condutores ou ocupantes de veículos 4 rodas, apresentando uma diminuição de 96,7%.

As mortes envolvendo ciclistas também reduziram, registrando-se uma queda de 60,6% neste mesmo período. Além disso, notabilizou-se também redução de 57,4% das fatalidades com pedestres e diminuição de 41,8% nas mortes de motociclistas.

Os usuários de motocicletas representaram, em 2023, mais da metade das mortes, liderando a estatística com 52,2%, seguido por pedestres (38,2%), ciclistas (8,3%) e ocupantes de automóvel (1,3%). Dentre as vítimas, a maioria é do sexo masculino, na faixa etária entre 30 e 59 anos.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) coloca o uso de viseira levantada ou de capacetes sem viseira e sem óculos de proteção como infração média, com multa de R$ 130,16, perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sujeito a retenção do veículo.

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