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Forró poderá virar patrimônio cultural e disciplina escolar no Ceará

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A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) está debatendo dois projetos de lei que propõem uma nova abordagem para o forró: além de reforçar seu valor como patrimônio cultural, a proposta prevê sua inserção no currículo das escolas públicas do Estado. As iniciativas partem do presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri, e têm como objetivo fortalecer a identidade cultural nordestina desde a formação educacional.

O primeiro projeto busca reconhecer o forró como Patrimônio Histórico-Cultural e Imaterial do Ceará. A justificativa é ampla: mais do que um estilo musical, o forró é entendido como um conjunto de manifestações culturais que incluem o baião, xote, xaxado e arrasta-pé, além de tradições como a literatura de cordel, o vestuário típico e os festejos populares.

A proposta abre espaço para que o Estado desenvolva políticas de valorização do gênero, com apoio a artistas, grupos tradicionais e eventos ligados ao forró. A ideia é fomentar iniciativas que mantenham viva a tradição e deem visibilidade a expressões culturais populares muitas vezes esquecidas fora dos grandes centros.

O segundo projeto trata da educação. A proposta sugere que o forró seja trabalhado como tema transversal nas escolas públicas, de forma interdisciplinar, abordando aspectos históricos, sociais, artísticos e culturais. Segundo Aldigueri, a medida está em sintonia com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que recomenda a valorização da cultura brasileira como parte do processo formativo.

“O forró é mais do que música — é memória, resistência, elo de pertencimento”, argumenta o deputado. Para ele, levar o tema à sala de aula é uma forma de reconhecimento das raízes nordestinas e de incentivo à construção de uma consciência cultural crítica entre os estudantes.

As propostas chegam em um momento em que o forró já tem reconhecimento nacional: desde 2021, ele é considerado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora, o Ceará busca dar um passo adiante, oficializando esse reconhecimento no âmbito estadual e incorporando o tema ao ambiente educacional.

A discussão na Alece promete mobilizar representantes da cultura, da educação e da sociedade civil. Se aprovadas, as medidas podem reforçar a presença do forró na vida cotidiana dos cearenses, não só como expressão artística, mas como ferramenta de ensino, memória e identidade.

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