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Feira que estimula o afroempreendedorismo inaugura loja em shopping de Fortaleza

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Visando contribuir para a difusão da arte e cultura africana e da população afrodescendente, a Feira Negra retorna ao shopping RioMar Fortaleza, dessa vez em uma loja. A ação é uma parceria com o Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM).

Ao todo, a loja conta com peças de 19 marcas que remetem às cores e história dos ancestrais africanos. O local fica no Piso E2, ao lado da loja VCI, do Hard Rock Café, com atendimento de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e no domingo, das 13h às 21h. 

Para o coordenador do Instituto JCPM em Fortaleza, Edgard Cruz, a parceria com o coletivo Feira Negra é uma forma de contribuir para o fortalecimento da autonomia financeira e a valorização da produção cultural da população negra.

“Desde 2021, nós apoiamos esse movimento que, por meio do artesanato, dos livros e outras tantas peças apresentam a ancestralidade afro-brasileira. Tudo que é vendido nesse espaço é destinado para os próprios empreendedores, que não gastam nada para ocupar esse espaço no shopping”, conta.  

Foto: Divulgação

O espaço conta com blusas com retratos de ícones negros, bonecos de pano, roupas com tecido africano e acessórios com estampas de 38 afroemprendedores diretamente e cerca de 60 indiretamente, tendo em vista que cada marca tem uma cadeia produtiva que envolve entre dois e três pessoas.

Os colaboradores que produzem as peças são moradores de diversos bairros da capital cearense, como Conjunto Palmeiras, Barra do Ceará, Canidezinho, Bom Sucesso, Pici e região metropolitana como Iparana/Caucaia e Maracanaú. 

Aliciane Barros, uma das coordenadoras do coletivo Feira Negra, conta que o apoio do Instituto João Carlos Paes Mendonça tem sido fundamental, pois abriu caminho para apresentar o projeto para o público que frequenta os shoppings RioMar em Fortaleza. Ela reforça que a loja no empreendimento visa vender os produtos e, principalmente, promover a luta contra o racismo e contra o preconceito com as culturas negras e de matrizes africanas.  

“Os produtos são embasados na ancestralidade africana. Temos brincos, colares, turbantes, durags (pedaço de tecido usados para proteger o cabelo), artesanatos, quadros, livros e roupas. Cada produto da loja Feira Negra conta uma história, então o cliente não leva somente o produto, mas leva para casa o conhecimento que está atrelado aquele produto, e assim nós vamos provocando um letramento racial na cidade de Fortaleza”, completa.  

Feira Negra no RioMar Kennedy  

Além da loja no RioMar Fortaleza, a Feira Negra também está no RioMar Kennedy, em uma loja no Piso L2, próximo à C&A, com atendimento de segunda a sábado, das 10h às 22h, e no domingo, das 13h às 21h. O espaço, cedido gratuitamente pelo empreendimento, está em funcionamento desde fevereiro de 2022.  

Feira Negra  

A iniciativa surgiu em 2019, a partir da necessidade de se organizar e criar um espaço que juntasse a oportunidade da venda e da propagação da cultura afro. Criada por meio da demanda do Plano Municipal de Igualdade Racial de Fortaleza, Lei nº 9956/2012, o coletivo Feira Negra de Fortaleza busca espaços de visibilidade, fortalecimento e organização do afroempreendedorismo e da economia do negro.  

Serviço 

Loja Feira Negra, no RioMar Fortaleza 

Local: Piso E2, ao lado da loja VCI, do Hard Rock Café, R. Des. Lauro Nogueira, 1500 – Papicu. 

Horário de funcionamento: segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e no domingo, das 13h às 21h. 

Loja Feira Negra, no RioMar Kennedy 

Local: Piso L2, próximo à C&A, Av. Sgt. Hermínio Sampaio, 3100 – Pres. Kennedy.  

Horário de funcionamento: segunda-feira a sábado, das 10h às 22h, e no domingo, das 13h às 21h. 

Mais Informações: @feiranegradefortaleza.  

  

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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