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Estética e Cosmética: participação masculina cresce no setor

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A área da Estética e Cosmética abrange cuidados essenciais para todas as pessoas, pois está voltada à manutenção da aparência, do bem-estar e da saúde da pele, do corpo e dos cabelos. Por esse motivo, o setor deixou de ser associado apenas à vaidade, passando a ser reconhecido como parte importante dos cuidados com a saúde e a qualidade de vida.

Tradicionalmente atrelado ao público feminino, o setor vem crescendo de forma gradual e consistente entre os homens. Fatores como valorização do autocuidado e a expansão do mercado estético influenciam diretamente essa realidade, conforme salienta Weverton Dutra, professor do curso de Estética e Cosmética da Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz.

Foto: Divulgação

“Além disso, destaca-se também a migração de profissionais oriundos de outras áreas da saúde, como Farmácia, Biomedicina e Enfermagem, que buscam na graduação em Estética e Cosmética uma formação complementar. Esse movimento tem como objetivo ampliar o conhecimento técnico-científico, proporcionar maior segurança na prática clínica e aprofundar a compreensão global dos tratamentos estéticos.” – Weverton Dutra, professor do curso de Estética e Cosmética.

Com isso, observa-se que o crescimento do público masculino também está associado à presença de profissionais já inseridos no mercado, que buscam ampliar seus conhecimentos por meio de uma formação mais completa e especializada.

Estudante do curso de Estética e Cosmética da Unifor, Marcos Mendes afirma que se interessou pela área devido ao seu potencial de crescimento.

“É uma área que vem crescendo muito e que tem um campo de atuação bem amplo, com muitas possibilidades profissionais. Quando conheci melhor o curso de Estética e Cosmética da Unifor, vi que fazia sentido investir nisso e construir uma nova trajetória. A escolha pela estética veio principalmente por enxergar nela uma área em expansão, com muita oportunidade e espaço para desenvolvimento profissional”, destaca.

Ele também enfatiza que os homens têm se preocupado cada vez mais com a própria imagem, o que, consequentemente, amplia o espaço para a atuação de profissionais do sexo masculino. “A estética deixou de ser vista só como algo superficial e passou a ser muito mais ligada à saúde e ao bem-estar. Isso ajuda a quebrar aquele preconceito antigo e faz com que mais homens se sintam à vontade tanto como clientes quanto como profissionais da área”, ressalta.

Foto: Divulgação

Qualificação e presença online ampliam atuação masculina

 Weverton conta que o campo da estética facial, com ênfase em procedimentos de harmonização facial e no uso de tecnologias avançadas, tem sido mais visado pelos profissionais homens. “Observa-se um investimento significativo em especializações voltadas à análise facial, proporções estéticas, visagismo e técnicas injetáveis, o que contribui para resultados mais precisos, personalizados e alinhados às demandas contemporâneas dos pacientes’, ressalta.

No campo das tecnologias avançadas, destacam-se procedimentos que utilizam laser estético, luz intensa pulsada (LIP), ultrassom microfocado e radiofrequência, amplamente empregados em protocolos de rejuvenescimento, na melhora da qualidade da pele e em tratamentos específicos.

Além disso, ele comenta que muitos esteticistas também estão trabalhando com posicionamento estratégico por meio do marketing digital, a fim de construir autoridade ao compartilhar conteúdos educativos, demonstrações de procedimentos e resultados clínicos, especialmente nas áreas de harmonização facial e rejuvenescimento. Esse movimento contribui diretamente para a consolidação das marcas pessoais e para a ampliação da confiança do público.

Para mais, a atuação masculina também vem ganhando destaque na estética capilar, especialmente na tricologia, área marcada pela realização de diagnósticos e tratamentos de disfunções como alopecia e eflúvios. Segundo Dutra, esse campo tem adotado uma abordagem cada vez mais técnica e baseada em evidências.

Diversidade na área da estética

Weverton destaca que a diversidade na área da estética vai além da questão de gênero, abrangendo também diferentes perfis profissionais, faixas etárias e públicos atendidos.

Segundo ele, alguns sinais reforçam esse cenário, como o aumento da presença masculina em cursos da área, a maior participação de homens em eventos científicos e a ampliação de protocolos voltados a diferentes perfis de pacientes. “Também é importante combater estigmas culturais e valorizar o mérito técnico e científico dos profissionais, independentemente do gênero”, sublinha.

Para os próximos anos, ele projeta um crescimento contínuo da participação masculina, em direção a um cenário mais equilibrado. Isso porque o mercado está cada vez mais orientado pela competência técnica e pela inovação, fatores que favorecem a inclusão e contribuem para a redução de barreiras relacionadas ao gênero.

Marcos relata sua experiência ao longo da graduação em um curso com predominância do público feminino, destacando a importância da diversidade no ambiente acadêmico.

“No começo a gente fica com aquela dúvida de como vai ser, mas fui muito bem acolhido desde o início pelos professores e pelas alunas. Nunca senti preconceito dentro da universidade. Pelo contrário, o ambiente é bem aberto e respeitoso. E hoje eu vejo que essa presença masculina, mesmo sendo bem menor, acaba sendo positiva, porque traz uma diversidade maior dentro da área e uma maior visibilidade aos homens, que estão em menor número”, ressalta.

Apesar dos avanços, ainda persistem estereótipos sociais e questionamentos em relação à escolha profissional. No entanto, com a crescente profissionalização da área e o aumento da visibilidade científica, esses estigmas vêm sendo gradualmente desconstruídos.

“O principal conselho é focar na qualificação e no propósito profissional. A Estética e Cosmética é uma área promissora, científica e em constante evolução. O mercado valoriza profissionais capacitados, éticos e atualizados, independentemente do gênero. Superar o receio inicial é essencial para aproveitar as oportunidades que a área oferece”, orienta Weverton.

Formação de excelência na Unifor!

O curso de Estética e Cosmética da Unifor se destaca pela estrutura moderna e pela forte ênfase em atividades práticas voltadas à formação dos alunos. A graduação também dispõe de tecnologias de ponta em seus próprios laboratórios, incluindo equipamentos de criolipólise e ultrassom micro e macrofocado, contribuindo para uma formação alinhada às exigências do mercado.

É nesse contexto que Marcos ressalta a qualidade de sua formação na instituição, destacando especialmente as disciplinas práticas, que permitem aos estudantes vivenciar o funcionamento real da área e desenvolver maior confiança para o exercício profissional.

“Um ponto que eu acho muito importante no curso são as disciplinas de Projetos Integradores. Ela é realizada três vezes durante a graduação e funciona quase como um estágio mesmo. Os alunos montam um protocolo de atendimento, acompanham pacientes do público externo durante todo o semestre e aplicam os tratamentos na prática. No final, a gente apresenta os resultados desse acompanhamento para uma banca de avaliação. Passamos por todo o processo desde o planejamento até ver o resultado no paciente. Isso ajuda muito a entender como realmente funciona no dia a dia.” — Marcos Mendes, aluno do curso de Estética e Cosmética.

Outro diferencial do curso são as certificações intermediárias, oferecidas a cada dois semestres, que permitem ao estudante iniciar a atuação profissional ainda durante a graduação. Nos primeiros períodos, com foco em estética corporal, por exemplo, os alunos já podem trabalhar com técnicas como massagem e drenagem linfática, contribuindo para maior segurança na inserção no mercado de trabalho.

A infraestrutura também é apontada como um dos pontos fortes. Os laboratórios são bem equipados e contam com tecnologias presentes no cotidiano das clínicas de estética, aproximando o estudante da realidade profissional e garantindo que o aprendizado vá além da teoria.

Além disso, o corpo docente é destacado pela abordagem acessível e pela integração entre teoria e prática. Segundo Marcos, os professores compartilham experiências do mercado e oferecem orientações baseadas na vivência profissional, o que contribui para uma formação mais completa.

Ele também destaca que a participação em eventos acadêmicos e o envolvimento com a pesquisa ampliam a formação dos estudantes. “A gente passa a compreender não apenas como fazer, mas também por que fazer, com base em fundamentos científicos”, afirma.

 

 

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