É raro, mas acontece
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 1% dos casos de tumores na mama é em homens. Entre 2020 e 2025, estudos confirmaram uma média de 230 mortes de homens, por ano, em função da doença. Os números mostram que, embora seja mais comum entre a população feminina, o problema nos homens também exige atenção.
Para o médico oncologista do HRSC, Patrick Dhunor Vitorino, quando o assunto é câncer, tempo é fundamental. Ele analisa que muitos homens acabam adiando a procura por atendimento médico. “Frequentemente, eles só buscam ajuda quando o problema já está mais avançado. E no câncer, o tempo faz muita diferença. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores resultados”, afirma.

Prevenção no tempo certo
Por ser um tipo raro, não existem programas de rastreamento para o câncer de mama masculino. Por isso, os sinais iniciais exigem atenção. Surgimento de nódulos na região da mama, aumento do volume mamário, alterações no mamilo e saída de secreção ou sangue podem indicar um câncer. “Na menor suspeita, o paciente deve procurar assistência médica. Esperar o problema aumentar pode dificultar o tratamento e comprometer o prognóstico”, reforça Patrick Dhunor Vitorino.
Muitas pessoas pensam que os homens correm mais risco de ter câncer de mama porque possuem menos tecido mamário, o que não condiz com a realidade. “E é justamente por a mama masculina ser menor que qualquer nódulo costuma ser mais fácil de ser identificado”, pontua o médico oncologista do HRSC.

