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Do vento aos negócios: como o kitesurf se tornou um ativo econômico para o Ceará

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O crescimento do kitesurf no Ceará vem transformando a modalidade em uma atividade com reflexos sobre diferentes setores da economia. A presença de praticantes nacionais e estrangeiros gera demanda por hospedagem, gastronomia, transporte, escolas especializadas, comércio, manutenção de equipamentos e produção de conteúdo, formando uma cadeia de negócios associada ao turismo esportivo.

O kitesurf representa uma parcela relevante desse público. Levantamento da Setur-CE apontou que a modalidade correspondia a cerca de 60% dos turistas que chegavam ao Estado motivados por esportes e aventura. Entre os praticantes estrangeiros, a permanência média chegava a 12 dias, favorecida pelas condições de vento e clima encontradas no litoral cearense.

A relevância econômica está na capacidade desse visitante distribuir seu consumo por diferentes atividades durante a estadia. Além da estrutura diretamente relacionada ao esporte, entram nessa conta hotéis e pousadas, restaurantes e beach clubs, transfers e receptivos turísticos. Instrutores, guias, fotógrafos e produtores audiovisuais também participam dessa cadeia, assim como lojas de equipamentos e empresas especializadas em manutenção.

Para o Ceará, a presença desse público representa geração de renda e empregos em diferentes municípios e contribui para distribuir a atividade turística pelo litoral. A realização de viagens motivadas pelo esporte em períodos específicos do ano também cria demanda fora dos tradicionais meses de férias e feriados, oferecendo aos negócios locais uma fonte adicional de receita.

Fortaleza, Cumbuco e Preá são exemplos de destinos onde as condições naturais deram origem a uma rede de negócios relacionada ao kitesurf. A modalidade passou a fazer parte da identidade turística desses locais e criou oportunidades para empreendedores, profissionais autônomos e empresas de diferentes segmentos.

“O kitesurf passou a ocupar uma posição relevante dentro da economia do turismo porque cria uma demanda que se estende por toda a cadeia de atendimento ao visitante. Quando um praticante escolhe o Ceará para viajar, ele movimenta uma série de atividades antes, durante e depois da prática esportiva. Isso exige dos destinos uma visão de longo prazo, com investimento em infraestrutura, qualificação dos profissionais e organização dos negócios que atendem esse público. A oportunidade para o Ceará está em transformar uma vantagem natural em uma atividade econômica estruturada, capaz de gerar negócios, renda e permanência maior dos recursos no próprio território”, destaca Cristiano Lins, sócio da P5 Kite House.

O desafio para o Ceará é acompanhar a expansão do turismo esportivo com infraestrutura adequada, qualificação profissional e preservação ambiental. Transformar o kitesurf em uma atividade econômica de longo prazo depende das condições naturais que atraem os praticantes, mas também da capacidade de organizar uma cadeia turística que gera trabalho, renda e oportunidades para os destinos.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

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