Home Saúde Disfunção erétil: saiba identificar os primeiros sinais

Disfunção erétil: saiba identificar os primeiros sinais

6 min read
0
0
194

A disfunção erétil (DE), no passado estigmatizada pela expressão “impotência sexual”, chega a afetar metade da população masculina com mais de 40 anos, segundo o estudo Massachusetts Male Aging Study (MMAS). O problema pode se tornar um pesadelo na vida e na autoestima de muitos homens cisgênero, uma vez que, na nossa cultura, o desempenho sexual masculino ainda é visto como fator que define o quanto a masculinidade de um indivíduo é maior ou menor.

De forma didática, a ereção consiste no enrijecimento e aumento do pênis que resultam do envio de mais sangue para o órgão quando o homem fica sexualmente excitado. Segundo o urologista Diego Capibaribe, as causas para este processo falhar são inúmeras, e vão desde as de natureza física – como problemas neurológicos, de circulação e distúrbios hormonais – , a causas de ordem psicológica: depressão, ansiedade e estresse.

A incidência da disfunção erétil tende a aumentar com a idade, mas este não é um processo inevitável do envelhecimento. “Muitos casos estão relacionados a doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares, condições que comprometem a circulação sanguínea e a saúde dos nervos, ambos fundamentais para a função erétil”, explica Capibaribe.

Os primeiros sinais que devem ser observados e justificam procurar ajuda médica são a dificuldade frequente de ter ou sustentar uma ereção, a ocorrência de ereções mais flácidas e/ou menos rígidas, ejaculação rápida (não confundir com o distúrbio ejaculação precoce), demanda de maior concentração para obter uma ereção e queda do interesse sexual. Enfatiza-se que eventos esporádicos não são indicativos para fechar o diagnóstico da disfunção.

Em termos de tratamento, existem abordagens que variam de acordo com a causa do problema e a condição de saúde do paciente. “Mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada, abandono do tabagismo e redução do consumo de álcool estão entre as soluções possíveis”, defende Capibaribe.

Caso o profissional urologista julgue necessário, pode prescrever medicamentos, injeções penianas, supositórios uretrais ou dispositivos de vácuo. A colocação de próteses penianas por meio de cirurgia é uma alternativa para casos mais severos. Quando a disfunção tem causas emocionais ou relacionais, é interessante que o paciente recorra ao acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

Ainda se fala pouco sobre a DE, e prova disso é que muitos homens passam pela condição sem sequer conversar a respeito com suas parceiras ou parceiros. Portanto, abordar o assunto é um poderoso antídoto contra a desinformação, o estigma e a vergonha, vilões do tratamento eficaz e do retorno a uma vida sexual satisfatória.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Saúde
Comentários estão fechados.

Verifique também

Beach Park segue entre as atrações turísticas mais vendidas do Brasil

O Beach Park reafirmou sua posição entre os principais destinos de entretenimento do Brasi…