Segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia, estima-se que atualmente há mais de 850 milhões de pessoas no mundo com doença renal crônica, ou seja, 11% da população mundial. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade.
No Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença. O assunto ganha evidência todos os anos neste dia 14 de março, marcado como o Dia Mundial do Rim.
A nefrologista e professora do Instituto de Educação Médica (IDOMED), Marília Moreira, explica que as doenças renais têm um impacto significativo na saúde global das pessoas.
“Quando a saúde renal está comprometida, todo o nosso organismo sofre. O coração sofre pelo acúmulo de água, com o aumento da pressão arterial, com arritmias pelo desequilíbrio dos sais e ácidos do corpo; o pulmão e o cérebro também sofrem devido às toxinas aumentadas; além do trato gastrointestinal com náuseas, vômitos, falta de apetite; os ossos são comprometidos; os pacientes apresentam anemia, alterações na imunidade, etc”.
Sintomas
Segundo a nefrologista, a doença renal crônica é silenciosa, mas apresenta sintomas quando em uma fase mais avançada.
“Os sintomas da doença renal crônica, em geral, já são secundários às suas complicações. O paciente pode apresentar fraqueza, indisposição, cansaço, redução do apetite, náuseas, vômitos, sonolência, redução do volume urinário, presença de sangue na urina, urina com muita espuma, inchaço pelo corpo, falta de ar, pressão arterial elevada, entre outros. O ideal é que todos, principalmente, os pacientes de risco para doença renal, façam acompanhamento médico e exames regularmente, para ter o diagnóstico mais precoce possível”, ressalta.
A médica expõe e chama a atenção para alguns fatores de risco importantes. “Os principais fatores de risco são: Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, doença cardiovascular (história de infarto, AVC, aterosclerose – placas de gordura nas artérias), idade avançada, história familiar de doença renal, doenças autoimunes (como lúpus), alteração em exame de urina, alterações na estrutura do trato urinário. Ao tratar essas condições, podemos promover uma saúde renal significativamente melhor”, destaca.
A especialista também ressalta que manter um estilo de vida saudável é importantíssimo para a saúde, pois fazem parte das principais medidas para prevenir a doença renal, e quando instalada, são essenciais no seu tratamento.
“Para manter a saúde dos rins, devemos manter uma alimentação com pouco sal, uma ingestão adequada de água, evitar exageros com proteína de origem animal, principalmente carne vermelha, comer frutas e verduras regularmente, evitar refrigerantes, bebidas alcoólicas e alimentos processados e controlar a gordura na alimentação. Também é importante não fumar, fazer atividade física regularmente e manter o peso controlado”, enfatiza.

