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Dia Mundial do Pão: receitas artesanais já representam 86% do faturamento no país

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Celebrado em 16 de outubro, Dia Mundial do Pão, este é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros e acompanha o crescimento do setor no país. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os pães artesanais já representam 86% do faturamento do segmento.

Em Fortaleza, a Cheiro do Pão aposta em receitas artesanais, ingredientes selecionados e fermentação natural para a produção dos pães Italiano, Campanha, Baguette, Ciabatta, Focaccia, Franceses, Nórdico de Fôrma (Brod), Sêmola com Gorgonzola e Brioche.

Respeitado não apenas no Brasil, mas no exterior também, Brunno Malheiros é o único cearense convidado para integrar a associação francesa Ambassadeurs du Pain como Embaixador do Pão no Brasil e membro da Accademia Dei Mastro Del Lievito Madre e Del Panettone, com sede na Itália. Por trás desses títulos, têm muito estudo, compromisso com a excelência do setor e com o uso de ingredientes naturais, além de uma paixão pela transformação da farinha e água nessas receitas que fazem o maior sucesso entre os clientes. As principais referências internacionais da panificação artesanal têm olhado para o cearense por conta das suas habilidades e os reconhecimentos acontecem por mérito do jovem padeiro.

A Cheiro do Pão não utiliza conservantes em seus pães rústicos, agradando desde os paladares mais exigentes até àqueles que fazem uma dieta mais balanceada. “Os pães artesanais parecem simples, mas a combinação exige técnica e acompanhamento em cada etapa, com o processo podendo chegar a 48 horas, dependendo da receita, antes de o produto sair do forno e ir para a mesa do consumidor”, explica Brunno.

Foto: Divulgação

A casca apresenta crocância, enquanto o miolo fica com uma textura elástica e levemente úmida. A acidez também faz parte da experiência e pode variar de acordo com a receita, a farinha utilizada e o fermento natural. Por não levar conservantes, o pão pode apresentar mofo após cerca de cinco dias em temperatura ambiente. Por isso, caso não seja consumido nesse período, a recomendação é mantê-lo na geladeira por até 20 dias ou congelá-lo em fatias por até 60 dias.

A relação de Brunno com a panificação começou antes da criação da Cheiro do Pão. Ainda na infância, ele acompanhava a rotina da padaria tradicional do avô, em Fortaleza. Anos depois, em 2017, passou a se dedicar aos estudos sobre panificação e fermentação natural, aprimorando técnicas por meio de cursos no Brasil e no exterior.

Nesse mesmo período, também começou a compartilhar nas redes sociais o que aprendia, produzindo conteúdos sobre os processos de fermentação e seus resultados. Foi a partir dessa experiência que despertou o interesse em transformar essa paixão em um negócio.

A ideia começou a sair do papel ainda de forma caseira. Depois de se aprofundar nos estudos, Brunno passou a produzir os primeiros pães por encomenda em casa, com uma batedeira emprestada da mãe. Com o aumento da demanda, contou com o apoio da avó paterna para reformar um espaço e expandir o trabalho. Em 23 de julho de 2020, nasceu a Cheiro do Pão.

“Eu sempre busquei fazer parte de algo maior, de ter um propósito que me motivasse a levantar todos os dias querendo fazer mais. Foi nesse caminho que fui construindo minha identidade como profissional e como pessoa, e encontrei na panificação uma forma de colocar esse propósito em prática. Para mim, panificar é amar o processo de transformação e também servir, buscar conhecimento, aprimorar o que fazemos todos os dias e compartilhar aquilo que aprendemos. É esse conjunto de valores que orienta o meu trabalho, desde a escolha dos ingredientes até a forma como divido conhecimento com outras pessoas.”
Brunno Malheiros

E para replicar todo o seu conhecimento, a Escola Cheiro do Pão faz parte dessa trajetória, com cursos de panificação e consultorias presenciais e online. A junção entre trabalho e amor pelo que se faz se tornou o combustível para construir uma marca que transforma ingredientes, tempo e dedicação em sabor e qualidade para as mesas. Na Cheiro do Pão, esse propósito continua presente na busca por aprimoramento e na valorização da panificação artesanal.

 

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