O fim do ano costuma trazer uma concentração de despesas que exige atenção redobrada ao caixa das empresas. Além do pagamento do 13º salário, o período pode envolver férias, encargos trabalhistas, compromissos com fornecedores, reposição de estoques e outros custos relacionados ao encerramento do exercício. Apesar de representar um desafio para o fluxo financeiro, esse cenário também pode ser uma oportunidade para revisar o planejamento e se preparar para o ano seguinte. “Várias despesas acabam se concentrando nos últimos meses”, explica a gerente operacional da Pilares Contabilidade, Fernanda Vasconcelos.
De acordo com a contadora, mesmo em empresas com um bom faturamento, é necessário considerar prazos de recebimento e compromissos previamente assumidos. “A principal estratégia é o planejamento financeiro antecipado. O ideal é que a empresa reserve mensalmente uma parte dos recursos para o pagamento do 13º salário, em vez de precisar desembolsar todo o valor de uma só vez no fim do ano”, orienta.
Regras em casos de admissão e afastamentos durante o ano também exigem maior cuidado. Novos funcionários recebem o 13º salário proporcional aos meses trabalhados, considerando que, cada mês com 15 dias trabalhados são contados integralmente. Já em casos de afastamentos por doença ou acidente, a responsabilidade pelo pagamento pode ser dividida entre a empresa e a Previdência Social, conforme o período e as regras aplicáveis.
Para Vasconcelos, manter o fluxo de caixa atualizado, com previsão de entradas e saídas, de modo a identificar despesas e prazos com antecedência é a melhor estratégia. “A contabilidade tem um papel importante nesse processo, porque pode ajudar o empresário a visualizar não apenas os impostos e as obrigações trabalhistas, mas também a capacidade financeira da empresa para cumprir esses compromissos”, pontua.

