A escola é um espaço fundamental para a formação humana, que propicia a aquisição de saberes e a convivência interpessoal, valorizando as diferenças individuais. No momento em que os valores e as vidas dessas instituições estão sendo ameaçadas, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou em seu site a cartilha Recomendações para Proteção e Segurança no Ambiente Escolar.
O documento traz orientações à comunidade escolar sobre medidas preventivas e imediatas de proteção desses ambientes, de forma a dar mais eficácia aos programas de prevenção, intervenção e posvenção, cuidados prestados a enlutados por suicídio, de atos de violência em escolas e universidades.
O material tem como público-alvo estudantes, familiares ou responsáveis, profissionais de educação, saúde mental, segurança, proteção e assistência social, gestores e conselheiros, pessoal de resposta a emergências, entre outros. A publicação é uma das ações desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) e apresenta também orientações voltadas aos entes federados, bem como para redes e instituições de ensino.
“De acordo com orientações da cartilha, os gestores das instituições de ensino, por meio do conselho escolar, devem reunir os atores da comunidade escolar para desenvolver estratégias apropriadas para seus próprios ambientes educacionais e comunitários”, sugere o MEC.
Mediação
No Ceará, os alunos são instruídos a não espalhar mensagens sem conhecer a fonte, não praticar bullying e comunicar ao professor informações sobre ameaças recebidas ou prática de bullying. A Seduc criou a Célula de Mediação Escolar, Justiça Restaurativa e Cultura de Paz, que tem como objetivo fomentar ações voltadas à prevenção da violência no espaço escolar.
Por meio da mediação, de práticas restaurativas e dos círculos de construção de paz, a escola assume o propósito de promover esse entendimento e contribuir com a resolução positiva de conflitos.
Na cartilha estadual, estão presentes orientações específicas aos diretores, como o aumento de controle ao acesso nas escolas. Aos familiares dos alunos e à população geral, orienta-se verificar a veracidade das informações recebidas, comunicar ao núcleo gestor das escolas informações recebidas e observar o comportamento dos estudantes.
Fonte: O Otimista

