Home Cidade Corredor de Hidrogênio Verde: Porto do Pecém e Porto de Roterdã assinam acordos

Corredor de Hidrogênio Verde: Porto do Pecém e Porto de Roterdã assinam acordos

9 min read
0
0
418

Um Corredor de Hidrogênio Verde (Green Hydrogen Corridor) e Parceria de Portos Verdes (Green Ports Partnership), entre Porto do Pecém e Porto de Roterdã, serão foco de documentos assinados entre os Países Baixos e Governo do Ceará.

No evento, nesta quarta-feira (10), no Porto do Pecém, estarão presentes o primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte, e o governador Elmano de Freitas. Parte da cerimônia terá transmissão ao vivo com o Porto de Roterdã.

Hub de H2V

Os dois documentos reforçam e impulsionam a instalação do hub de hidrogênio verde no Complexo do Pecém, que deve gerar mais desenvolvimento tecnológico, industrial e socioeconômico para o Ceará.

Porto do Pecém

Responsável por mais de 50% de toda a exportação do Ceará, o Porto do Pecém chegou, no 28 de março, aos 21 anos de história com um futuro que pode transformar ainda mais a vida dos cearenses. Para além da movimentação geral e de contêineres, o Terminal Portuário – que integra o Complexo do Pecém juntamente com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e a área industrial – é protagonista na transição energética do País por meio da instalação do Hub de Hidrogênio Verde no Ceará.

Movimentação

Com movimentação média anual superior a 18 milhões de toneladas nos últimos cinco anos e recorde de movimentação de contêineres em 2022, o Porto do Pecém deve ser modernizado para receber o Hub de Hidrogênio Verde. Somente os três pré-contratos assinados até agora já somam US$ 8 bilhões em investimento. Para que esses contratos se concretizem e que seja possível operar a exportação de 1 milhão de toneladas de H2V pelo Pecém, será feito um investimento de R$ 2,2 bilhões até 2027.

“Essa projeção inclui recursos da CIPP e também das empresas: R$ 1 bilhão desse total deve ser aplicado pelo Complexo, enquanto R$ 1,2 bilhão será desembolsado pelas empresas do setor instaladas no Pecém”, destaca o presidente do Complexo do Pecém, Hugo Figueirêdo.

Projetos

Essas melhorias vão beneficiar o Complexo do Pecém como um todo, inclusive o projeto da Transnordestina, e não somente os ligados ao H2V. A projeção é de que deve ser criado um corredor de utilidades, por onde vão circular os dutos de amônia, gás natural, hidrogênio e a rede de energia elétrica.

“Já as empresas devem construir os dutos, a tancagem desses combustíveis e o terminal para receber a produção e embarcar no Porto do Pecém”, completa Hugo. Ele explica que, no Porto, dentre as obras que cabem ao Complexo, o píer 2 deve sofrer adaptações para a operação de amônia e hidrogênio verde. Além disso, uma nova subestação deve ser feita para garantir que haja energia suficiente para os eletrolisadores (usinas onde é gerado o H2V).

“É uma oportunidade na história do Ceará, de mudar não só a vida de quem está diretamente envolvido, mas de impulsionar a economia do Estado e impactar, especialmente, os cearenses que mais precisam. O potencial de geração de empregos é estimado em 80 mil vagas nos próximos anos. Estamos muito felizes por tudo o que o Porto do Pecém já contribuiu para o desenvolvimento do Ceará nesses 21 anos e mais ainda pelo papel que o Porto irá desempenhar no futuro, transformando novamente a economia do estado”, completa o presidente do Complexo do Pecém.

História

Em dezembro de 1995, o decreto da Assembleia Legislativa do Ceará, sancionado pela Lei n.º 12.536 /95, criava a Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), vinculada à Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), que seria a responsável pela administração do Terminal Portuário do Pecém e por promover o desenvolvimento econômico do Estado do Ceará.

Somente em 2002, era inaugurado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (Região Metropolitana de Fortaleza). Em 2018, teve início a parceria com o Porto de Roterdã, na Holanda, que hoje detém 30% do controle do Complexo do Pecém.

A história que teve início com o Porto do Pecém seguiu para transformar a área em um complexo que atraiu o maior investimento da história do Estado: a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), construída em 2008, hoje ArcelorMittal. Em abril deste ano, terá início a obra do segundo maior investimento da história do Ceará: a termelétrica Portocem, com recursos na ordem de R$ 4,7 bilhões e que deve entrar em operação comercial em 2026.

Kátia Alves

Editora-chefe do Contexto Notícias é jornalista formada pela Unifanor em 2006, pós-graduada pela Unichristus em MBA em Gerência de Marketing, Assessoria de Comunicação pela Estácio e Língua Portuguesa pela UniAteneu. Foi jornalista da TV Verdes Mares, TV Fortaleza e TV Ceará. Passou pelos site Pirambu News (@pirambunews), Mídia (@somosmidia) e Conexão 085 (@conexao085oficial). Passou pelas assessorias do Instituto Isa Magalhães e Superintendência Federal de Agricultura.

Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais por Kátia Alves
Carregar mais Cidade

Deixe um comentário

Verifique também

Vitória Fernandez se apresenta no São João de Maracanaú na mesma noite de Alok, Simone Mendes e Natanzinho Lima

A cantora cearense Vitória Fernandez está entre as atrações confirmadas do São João de Mar…